• Bruno Cardoso

2019 É O ANO DO FUTEBOL FEMININO!

Atualizado: 28 de Mar de 2019

Recorde histórico de público em uma partida, aumento no interesse de patrocinadores, e “briga” para sediar a próxima edição da Copa do Mundo marcam semana do futebol feminino



Foto: DIvulgação CBF

Estamos vivendo tempos históricos no futebol feminino, e é uma grande alegria presenciar isso. Após 60.739 pessoas comparecerem ao estádio Wanda Metropolitano para assistir ao jogo entre Atlético de Madrid e Barcelona , pelo campeonato espanhol de futebol feminino, batendo o recorde mundial de público para a modalidade, que acabou com o time rojiblanco perdendo por 2 a 0 para a equipe culé. Mas o que nunca será esquecido aqui é o recorde batido de espectadores, que ultrapassou o recorde estabelecido no inicio do ano por Athletic Club e Atlético de Madrid, pelas quartas de final da Copa da Rainha, que contou com 48.121 torcedores.


Nesses três primeiros meses do ano, nós da De Prima estamos falando sobre o crescimento do futebol feminino no Brasil, e agora no mundo também. E parece que, finalmente, o mundo está acordando para enxergar essa modalidade, que por muito tempo foi deixada de lado. A Asociación del Fútbol Argentino, AFA, anunciou em coletiva no último sábado, o acordo para que o futebol feminino seja profissionalizado na Argentina, o presidente Claudio Tapia, ainda anunciou o objetivo de construir um centro de alto rendimento para a modalidade em Buenos Aires.


Às vésperas da Copa do Mundo, notícias como essa devem ser celebradas, e muito! Aos poucos a luta por direitos e reconhecimento vem ganhando forças, estamos presenciando acontecimentos históricos, que nos levam a acreditar cada vez mais que 2019 é o ano do futebol feminino!


Semana passada noticiamos que a Nike lançou pela primeira vez na história, um uniforme exclusivo para as seleções que ela patrocina. Essa semana a Adidas resolveu responder de uma maneira maravilhosa. Buscando corrigir e lutar pelas injustiças que ocorrem entre as modalidades, a marca tomou a decisão que pode ser o que faltava para ampliar os olhares para essa modalidade; A Adidas anunciou que vai pagar a mesma premiação às mulheres que pagou aos homens na Copa do Mundo da Rússia.


Em entrevista coletiva, o presidente da gigante alemã, Erick Liedt afirmou que o objetivo dessa iniciativa vai além de corrigir a desigualdade de gêneros, é incentivar a próxima geração: “Hoje anunciamos que todas as atletas da Adidas vencedoras da Copa do Mundo FIFA 2019 de Futebol Feminino receberão os mesmos bônus de seus colegas homens”, afirmou o diretor, em comunicado oficial. “Nós acreditamos em inspirar e capacitar a próxima geração de atletas femininas, criadoras e líderes rompendo barreiras”, diz o comunicado.


A importância desse anuncio se deve ao fato de que a diferença na premiação entre homens e mulheres chega a mais de 1,5 bilhões de reais, tornando esse um passo fundamental na luta do esporte feminino, principalmente por vim depois de um momento em que 28 jogadoras da seleção dos Estados Unidos da América processaram a federação do país por discriminação de gênero.


Já no Brasil, que as coisas parecem finalmente andar para frente, e não para trás como é de costume, o futebol feminino vem ficando mais forte a cada dia, uma prova disso é a luta do país para sedear a próxima edição da Copa do Mundo Feminina em 2023, que esse ano acontecerá na França. O país anunciou a sua candidatura e entrou na disputa com mais nove países, fazendo ser a maior lista de interessados em sediar uma edição dessa modalidade desde que foi criada, em 1991.


Os candidatos terão até 16 de abril para submeter seus projetos, que serão divulgados no site da Fifa em outubro, e a escolha da sede será em março de 2020.