• Bruno Cassiano

A febre


De quatro em quatro anos uma Copa do Mundo acontece em algum canto do planeta. Novo país, nova Copa, mas uma das febres que acompanha o evento nunca muda. É a mesma.


Os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo FIFA são editados e lançados em mais de cem países, com fãs e colecionadores assíduos por completá-lo.


Talvez seja uma tradição que pouco a pouco foi se formando e sendo passada de pai para filho, e que vigora até hoje. Estima-se que o álbum do último Mundial (2014) foi comprado por mais de cem milhões de pessoas em todo o mundo. É bem provável que este seja o álbum mais vendido de todos os tempos.


Aqui no Brasil, essa febre se nasceu antes, junto da Copa do Mundo de 1950. Os álbuns eram patrocinados por marcas de chiclete e as figurinhas vinham dentro da embalagem da goma de mascar. Em campo perdemos o título para o Uruguai, mas, fora dele, ganhamos um hábito que atravessaria o tempo.


Atualmente, com a comunicação mais fácil do que a do século 20, há quase uma logística que envolve as figurinhas e seus compradores. Grandes encontros e reuniões são organizados para troca, compra e venda das tão cobiçadas figuras – como o evento que ocorrerá neste sábado (31), no Museu do Futebol.


Neste ano o Mundial é na Rússia, mas o álbum é do mundo. Uma nova geração se une à antiga e mais álbuns e figurinhas são consumidos em todo o globo terrestre. Talvez a Copa do Mundo seja o maior motivo dessa febre, afinal de contas esse é o maior evento de futebol e o futebol é o esporte mais amado do mundo. Essa pode ser mais uma forma de adoração a essa modalidade maravilhosa que nos move.


Antes que eu me esqueça e vá, alguém quer trocar repetidas? Tenho a 26!


FOTO: Cassio Barco


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