• Vinicius Rodrigues

A FORÇA DO CORINTHIANS NOS JOGOS GRANDES



Foto: Fernando H./ Goal Brasil


Time com pouco poderio econômico, rondado de desconfiança, elenco tecnicamente inferior aos rivais, mas nada disso é capaz de superar a força da camisa corintiana nos últimos anos.


Mesmo com todas adversidades citadas, o Corinthians tem tido números que ofuscam os problemas apresentados no seu elenco. Quando o assunto é mata-mata, clássicos ou jogos com times grandes do nosso futebol, o Timão tem levado a melhor quase sempre.


O ano de 2017 a equipe de Carile foi considerada pela grande maioria da mídia como a 4ª força do futebol paulista, o início do ano deu indícios que realmente seria isso que iria acontecer, mas após vencer um derby em Itaquera o clima mudou, o alvinegro emplacou vitórias e chegou ao título do torneio regional.


Na campanha de 2017 grandes amuletos podem ser citados, a força em Itaquera, o Corinthians chegou ficar 18 jogos sem perder na sua arena, a defesa corintiana sofria muito pouco, mesmo dando a bola para o adversário o Timão sabia sofrer e jogando sempre por uma bola, conquistava vitórias surpreendentes. Em 2017 nas competições eliminatórias o Corinthians não teve tanto sucesso, a equipe caiu nas oitavas da Copa do Brasil e Sul-americana, mas no Brasileirão foi totalmente diferente.


Com atuações de encher os olhos, o time do Parque São Jorge não foi derrotado no Primeiro turno, conquistou 47 pontos dos 57 disputados, melhor campanha até então do time na competição. Mesmo caindo de produção durante o torneio, o Corinthians sagrou-se campeão com 72 pontos, com a seguinte campanha; foram 21 vitórias (time que mais venceu no campeonato), foi também o time que menos perdeu, apenas 8, além de 9 empates. O Timão foi o melhor mandante com aproveitamento de 71,9% dos pontos conquistados, como também, o melhor visitante com 54,3% de desempenho, além de ter Jô como artilheiro do campeonato com 18 gols, primeira vez que algum jogador do alvinegro conquistou este feito.


Mas o que chama atenção são os números em clássicos, o aproveitamento corintiano foi de 72,2% no Brasileirão, praticamente idêntica ao número de todo 2017, quando a equipe em 11 jogos venceu seus rivais 7 vezes, empatou 3 e perdeu uma única vez.


O ano de 2018 a equipe era vista de outra forma com esses números, mas o respeito pelos rivais era mantido, um dos poucos momentos bom no ano foi o título conquistado na casa do seu maior rival Palmeiras, o Corinthians que chegou com um revés sofrido em Itaquera por 1 a 0 era apontado para a decisão como franco atirador, mas conseguiu reverter a vantagem e faturou o Bi-campeonato nos pênaltis, o jogo em si detalha muito bem o que era o time do Carile. O Corinthians fez seu gol logo no primeiro minuto, finalizou apenas 4 vezes contra o gol do goleiro Jailson, já o Palmeiras teve 18 chutes, com 72% de posse de bola, contra 28% do Corinthians, que mesmo com toda essa inferioridade numérica levou para o Parque São Jorge seu 28º título do Campeonato Paulista.


Sem sucesso em mata-mata em 2017, no ano seguinte a equipe que não era mais comandada por Carile, chegou à final da Copa do Brasil, mesmo não indo tão bem no Campeonato Brasileiro aonde a equipe ficou apenas na modesta 13ª colocação com 44 pontos, o time do Jair Ventura foi derrotado para o Cruzeiro na final e não faturou o tetra campeonato da Copa do Brasil, terminando o ano de 2018 bem abaixo do esperado decepcionando sua torcida.


O assunto 4ª força voltou ser especulado em 2019 no Parque São Jorge, primeiro com o volante contratado Richard e depois com os novos dirigentes Sheik e Vilson que se aposentaram ao término da temporada 2018.


“Eu super concordo acho que o Corinthians nos últimos dez anos vem sendo a quinta, sexta força; zebra. Só que nos últimos dez anos a quinta força foi campeão do Mundo, da Libertadores, do Paulista, Brasileiro, da Recopa... tem mais ? São tantos”. Brincou Emerson Sheik.


Com o retorno de Fábio Carile todos esperavam por um retorno dentro de campo imediato, mas o time oscilou muito durante o início do campeonato paulista, só que no dia 2  de fevereiro mais um derby pela frente, mais uma vitória do Timão, o astral muda e o Corinthians fez valer sua supremacia quando foi colocado à prova seu poder de fogo, o time avançou para segunda fase da Copa do Brasil, após deixar para trás o Ferroviário-CE, mostrando mais uma vez a força da sua camisa, derrotou  também o Avenida-RS na segunda fase do torneio na sua arena. No mês de fevereiro a equipe ainda venceu mais um clássico contra o arquirrival São Paulo em Itaquera, a equipe jamais foi derrotada pelo tricolor em seu estádio. Já pela sul-americana o Timão tinha pela frente o líder do campeonato argentino Racing e após dois empates por 1 a 1, Cássio foi o grande herói do confronto pegando dois pênaltis, classificando o Corinthians. Um ano em que a equipe sofre pelo alto defensivamente, mas Gustagol vem resolvendo lá na frente.


Com todos esses números está comprovado o quanto o Timão cresce nessas partidas, pela camisa, pela imposição nos jogos decisivos. É o momento em que os jogadores têm demonstrando vontade de vencer, aonde a personalidade vem sendo exposta, a intensidade é outro ponto à ser destacado, já para seu torcedor que mesmo com toda desconfiança, com elenco inferior comparado aos rivais, vê seu time jogando fechadinho, por uma bola, sempre é bom ser tratado como; “CORINTIANO, MALOQUEIRO E SOFREDOR”.

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