• filipeq09

A MELHOR DEFESA É O ATAQUE


Foto: Divulgação/Cruzeiro

O multicampeão como jogador e tricampeão como treinador dirigindo Fortaleza, Rogério Ceni deixou o time cearense para assumir o até então desorganizado Cruzeiro. A estreia não poderia ser diferente, com vitória, mas não foi qualquer triunfo. Diante do atual líder do Brasileirão 2019 o time da raposa se impôs e fez bom uso da expulsão do zagueiro santista Gustavo Henrique, indo pra cima e aniquilando as chances do Santos em tentar pressionar os donos da casa.


Com casa cheia no Estádio do Mineirão, Ceni não se sentiu pressionado. Pelo contrário, mostrou a que veio e promoveu um time ofensivo a campo. O destaque foi a presença de Tiago Neves, principal destaque da partida com um gol, uma assistência, várias oportunidades criadas e boa distribuição de jogo com a equipe. Ele já vinha jogando com Mano, é verdade, mas o futebol não era o mesmo. Já Fred ficou cerca de três meses em um jejum de gols que parecia interminável, o que de certa maneira tinha a ver com a perda de sua titularidade. Quem pouco joga, pouco faz.


Ambos atuaram muito bem, fizeram os dois gols do time e deram as duas assistências. Sem dúvidas o famoso "dedo do treinador" se fez presente em Minas na tarde do último domingo, dia 18. O mito dos gramados e agora do banco de reservas chegou para reestruturar um time que perdeu a confiança, apesar de ser atualmente bicampeão da Copa do Brasil e vir de ótimas atuações no ano. A substituição de um lateral por um atacante aos 25 minutos do primeiro tempo parece ousado demais para um treinador brasileiro, mas ele fez, fez sem medo de errar, e mesmo com a expulsão sendo combustível para isso, poucos tomariam tal atitude por aqui e muitos países sul-americanos.


O estilo de jogo de Mano Menezes, defensivo e cauteloso, é válido, mas não pode ser a regra em todas as partidas.Diante do River Plate pela Libertadores deste ano por exemplo, jamais se deveria deixar de atacar em casa, ainda mais com vantagem mínima de 1 a 0 no momento. A equipe celeste foi eliminada nos pênaltis, e obviamente não foi culpa de Mano, mas, e se o time fosse mais ofensivo? Não daria para ter um desfecho diferente nos 90 minutos finais? Talvez a resposta fosse "sim".


Já contra o Internacional foi o estopim, para Mano, para os jogadores e para a torcida. O time nem atacou muito menos defendeu bem, resultando numa péssima derrota em casa por 1 a 0 pelas semifinais da Copa do Brasil. A esperança do tricampeonato segue viva, mas não mais como treinador Gaúcho, que pediu demissão. Agora é missão de Rogério Ceni reverter tal quadro, e para isso ele já tem a fórmula perfeita: atacar muito.


O trabalho que não deu certo no São Paulo, no qual ainda e sempre será ídolo, colheu frutos no Fortaleza (três títulos em quase dois anos de trabalho) e deve se repetir no gigante Cruzeiro; a estrutura e camisa pesada do clube devem guiar Ceni por ótimos caminhos durante estas temporadas. Claro que nada é certo, muito trabalho deve ainda ser desenvolvido. Mas convenhamos, vencer o líder do campeonato de forma convincente e sabendo aproveitar as circunstâncias da partida é um sinal de que este vínculo entre Ceni e Cruzeiro tem tudo para gerar grandes resultados nas quatro linhas.

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