• Leonardo Cruz

A PASSOS LARGOS PARA SER O MAIOR ÍDOLO DA HISTÓRIA DO CORINTHIANS


Foto: Corinthians Divulgação

O Paulistão de 2012 estava na reta final da sua primeira fase, as equipes lutando jogo após jogo por uma vaga nas quartas de finais do torneio. No dia 27/04, o Corinthians, que já estava classificado, recebeu no estádio do Pacaembu, o XV de Piracicaba. Pensando em preservar alguns jogadores, o então técnico Tite promoveu algumas alterações em sua equipe titular, uma delas foi a estreia do até então desconhecido Cássio, goleiro que havia sido contratado no final de 2011 para ser a terceira opção na posição.


Cássio e toda a torcida do Corinthians com certeza não imaginavam que este seria o primeiro dos mais de 430 jogos que o goleiro faria a frente da meta do alvinegro paulista, sem falar dos nove títulos, incluindo a Libertadores e o Mundial em 2012, e de toda a idolatria que o goleiro conquistaria aos longo desses quase oito anos vestindo a camisa do Timão.


A grande oportunidade de Cássio como titular no gol do Corinthians veio na oitavas de finais da Libertadores de 2012, após Júlio César falhar contra a Ponte Preta no Paulistão, o que ocasionou na precoce eliminação do time de Tite da competição. O jogo contra o Emelec aconteceu no Equador e Cássio foi um dos responsáveis pelo empate sem gols, fazendo ótimas defesas e correspondendo todas as expectativas criadas em cima do seu desempenho.


A partir de então, o goleiro passou a ser protagonista e titular absoluto do Corinthians, com grandes atuações no Brasileirão daquele ano e nas fases eliminatórias da Conmebol Libertadores como no jogo contra Vasco, realizado no Pacaembu.


Por falar no duelo contra o Vasco, aquela defesa no chute de Diego Souza com certeza é um dos momentos mais marcantes da história de Cássio no Corinthians. O confronto já estava no segundo tempo e o placar de 0x0 levava a partida para ser decidida nos pênaltis. Após cobrança de falta no campo ofensivo, a bola sobrou para o lateral Alessandro que na tentativa de levantar a bola na área, permitiu que o meia vascaíno roubasse a bola e partisse em direção ao gol defendido pelo arqueiro do Timão. Foram os sete segundos mais longos da história do Corinthians, Diego definiu o lance com um chute rasteiro da meia-lua e o gigante de 1,95m de altura se esticou todo para tirar a bola com as pontas dos dedos.


Após esta partida inesquecível, poucos torcedores ainda duvidavam da capacidade de Cássio e de que ele era o homem certo para levar o Corinthians a grandes conquistas. Atuações magistrais contra Santos (semifinais) e contra o temido Boca Juniors na grande decisão garantiram o inédito título da Libertadores da América ao Corinthians.


O brilho de Cássio seguiu para a disputa do Mundial de Clubes daquele mesmo ano, na final contra o Chelsea-ING, o goleiro simplesmente “fechou” o gol, fazendo defesas históricas, como nos chutes de Cahill, Moses e Fernando Torres. O goleiro do Corinthians foi eleito o melhor jogador em campo e ao final da partida, comemorou com seus companheiros o Bicampeonato Mundial do Timão.


Nos anos posteriores, Cássio viveu bons momentos e em outrora, instantes de instabilidade a frente do gol do Corinthians, com certeza a pior fase aconteceu no ano de 2016, quando o goleiro, que vinha tendo atuações muito irregulares, chegou a perder a posição de titular para Wálter, mas no ano seguinte, retomou sua boa forma e a titularidade do gol corinthiano, onde permanece até hoje.



Foto: Corinthians Divulgação

Ao longo desses quase oito anos, Cássio conquistou simplesmente nove títulos jogando pelo Corinthians, e no próximo domingo (15/09), contra o Fluminense irá fazer a partida de número 432 a frente do gol alvinegro. Os números são extremamente positivos e aos 32 anos e no auge da carreira, o gigante quer mais, pretende superar Ronaldo (602 jogos pelo Corinthians) como o goleiro com maior número de jogos pelo Timão e aumentar ainda mais a sua coleção de troféus conquistados.



Hoje, dizer que Cássio já é o maior ídolo da história do Corinthians pode ser considerado um exagero, mas com certeza ao longo dos próximos anos, teremos uma ideia exata do tamanho deste goleiro na história do Timão. Um fato concreto é que se tudo conspirar a favor, aquele terceiro goleiro que fez sua estreia contra o XV de Piracicaba no Pacaembu em 2012, ainda terá muitos anos a frente do gol do Corinthians e poderá bater todos os recordes possíveis, caminhando assim, a passos largos para ser incontestavelmente o maior ídolo da história de um dos principais clubes do futebol brasileiro.