• Mathias Galdi

A TEMPORADA DE FRANCHISE TAG COMEÇOU NA NFL

A temporada de 2019 da NFL se inicia nesta terça-feira. Por ser o primeiro dia para as equipes determinarem qual atleta de sua equipe receberá a polêmica franchise tag. Os valores deste contrato são excelentes e todos garantidos, porém, o que irrita os jogadores é que o vínculo deste acordo dura apenas uma temporada.


O meio utilizado pelas franquias para manter seus atletas longe da free agency torna-se polêmico quando ele acaba. Por não garantir que o atleta terá um contrato quando este acordo acabar, irrita a maioria dos jogadores, os quais se arriscam dentro dos gramados.


COMO FUNCIONA?


A tag é, essencialmente, uma garantia de um ano de contrato com um salário que pode ser a média dos cinco maiores salários da posição na última temporada, ou 120% do que o jogador ganhou no ano anterior, prevalecendo aquilo que for maior.


São três tipos: exclusiva, não exclusiva e transitória. A exclusiva permite a equipe a negociar diretamente com o jogador, sem terceiros. A não exclusiva permite que os adversários negociem com o atleta, mas a atual equipe pode igualar os valores.


A transitória não tem nenhuma compensação, diferente da não exclusiva, a qual dava duas escolhas no Draft. Porém, o salário do atleta será a média dos 10 maiores em sua posição e não dos 5, como nas outras tags.


Nesta temporada, algumas novas novelas contratuais estão se encaminhando para a complicada maneira de segurar os seus jogadores. Nomes importantes, como (novamente) Le'Veon Bell e o MVP do Super Bowl LII, Nick Foles, estão sujeitos a receberam a etiqueta, queiram ou não.


PRINCIPAIS NOMES


Le'Veon Bell, running-back do Pittsburgh Steelers. Bell recebeu a franchise tag nas últimas duas temporadas, porém, optou por não jogar na última season em forma de protesto. O atleta busca um novo time, contudo, sua equipe quer mantê-lo no time, podendo usufruir da transitória. Por ser a terceira tag no mesmo esportista, os valores girariam em torno de $20 milhões. Entretanto, só poderia sair se concordasse com os termos da transitória, podendo deixar os Steelers igualarem qualquer proposta.

Os Steelers também não planejam mante rum jogador insatisfeito no elenco. (Foto: UPI.com)

Nick Foles, quarterback do Philadelphia Eagles e MVP do penúltimo Super Bowl. Com mais uma boa campanha nos playoffs, Foles pode se dar ao luxo de esperar as propostas. Contudo, quem não quer esperar são os Eagles. A nova tag seria de $25 milhões, números arriscados para muitos.


Foles é reserva de Carson Wentz, quem se machucou nas últimas duas temporadas. Tudo isso em um reserva para poder troca-lo em alguma proposta que agradasse já seria arriscado, ainda mais imaginando que essa oferta pode nunca chegar.


Foles tem uma excelente bagagem para figurar entre as melhores equipes da liga. (Foto: INC.com)

DeMarcus Lawrence, defensive end do Dallas Cowboys. Um dos principais nomes de defesa dos texanos na última temporada, ao lado de Vander Esch, Lawrence já havia recebido uma franchise tag de $17 milhões na temporada passada. O melhor cenário a Jerry Jones, manda chuva dos Cowboys, seria negociar com o atleta um contrato longo, já que boa parte das jogadas defensivas são de responsabilidade do camisa 90.


D-Law, como é chamado pela torcida, disse que espera permanecer na equipe. (Foto: DTank on Twitter)

Talvez a franchise tag seja a melhor saída para a equipe, um jeito rápido e fácil de acabar com um problema que pode custar a temporada. O problema é quando abusam de tal ferramenta, irritando jogadores e os fazendo acionar a organização dos atletas, trazendo problemas em dobro para a equipe.


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