• Emerson Santos

Aonde vamos parar?


Foto:Instagram


O clube russo “FC Torpedo Moscou” cancelou a transferência na tarde de ontem (20), de um jovem russo, de origem congolesa, após protestos dos torcedores.


Os torcedores do clube,são conhecidos como Zapad-5, protestaram contra a chegada de Erving Botaka-Yoboma – deixando isto claro ao postar uma faixa racista na mídia social russa Vkontakte.


“Pode haver preto nas cores do clube, mas só há brancos entre os torcedores”, dizia a faixa. “Nosso clube, nossas regras”, completaram.

Devido o protesto dos torcedores, a equipe cancelou a contratação e negou ter feito isso devido à pressão dos torcedores.


“A transferência do jogador Erving Botaka para o clube foi cancelada devido à nossa política de não pagar por transferências de jogadores. Mais uma vez, reiteramos que a cor de pele nunca foi critério para escolhermos os jogadores do clube. O racismo não tem o direito de existir”, informou o clube.


Erving Botaka-Yoboma tem 19 anos, é zagueiro e jogava na equipe B do Lokomotiv Moscou. O jovem nasceu na Rússia, mas tem origens na República Democrática do Congo.


Ao contrário que muitos pensam esse não foi o primeiro caso envolvendo racismo dos torcedores do “FC Torpedo Moscou’’, em 2015, o brasileiro Hulk foi chamado de macaco. Com isso o clube foi punido tendo que jogar com os portões fechados por duas partidas e uma multa de € 3,3 mil (cerca de R$11 mil na época).

Foto: (Reprodução Instagram/HulkParaiba)


Neste caso o brasileiro Hulk lembrou que enfrentava este tipo de comportamento em "70% dos jogos fora de São Petersburgo", mas evitou o tom de revolta com o caso.


Esta não foi a primeira vez que o Torpedo foi punido por um incidente do tipo. Em setembro de 2014, os torcedores insultaram o zagueiro Samba, do Dínamo Moscou.

Na ocasião, o time teve de jogar uma partida com o estádio fechado. Em novembro do mesmo ano, novo incidente, desta vez contra o Rostov, e punição de três duelos com parte das arquibancadas cerradas.