• Guilherme Morais

Boca Juniors: Mais rico, mais temido


Foto: Reprodução Instagram Oficial @bocajrsoficial

Todos sabem da história do Boca Juniors, da sua tradição, da sua força em torneios internacionais e principalmente, sabem da força dentro da La Bombonera. Para essa temporada o time argentino promete vir mais forte ainda, com contratações de peso, campeão do último campeonato nacional e a confiança ter voltado a torcida.


No começo do século o Boca Juniors era taxado como a grande equipe ser batida no futebol sul-americano. Conseguiu uma grande equipe comandada por Riquelme, dentro do gramado, e Carlos Bianchi, à beira das quatro linhas. Classe, catimba, padrão, entrosamento, tudo o um time precisava para conquistar a América e apresentar mais força ainda diante dos seus adversários. Palmeiras e Santos sofreram com o Boca Juniors do começo dos anos 2000 e aumentaram a rivalidade entre brasileiros e argentinos.


Com o passar do tempo o Boca ainda era consolidado no continente, era muito difícil uma vitória contra eles e o pior, jogar na La Bombonera. O estádio ficou marcado por passar uma pressão que não era encontrada em outro, pela proximidade da torcida, o ambiente hostil criado, 90 minutos de muita força e intimidação. Em 2007 quem sofreu com o poder da equipe argentina foi o Grêmio de Mano Menezes na final da Libertadores, inclusive no antigo estádio Olímpico. Um time frio, concentrado, focado no que estava fazendo e com uma estrela, Riquelme. Final de partida e um 3 a 0 no placar a favor dos Xeneizes com show do camisa 10.


Mas o século 21 não foi marcado apenas de grandes conquistas para a equipe argentina e nem para o futebol argentino, já que por um tempo a economia do país passou por uma crise gigante e que começou a afetar o futebol. Muitos clubes começaram a ficar devendo salários, não conseguir fazer contratações e mostrar dificuldades diante dos seus adversários sul-americanos. Por um momento chegou a ser comentado que a falência seria declarada por algumas equipes, era a época mais tensa já vivida futebolisticamente.


Quando amenizou e a formação de atletas da base virou a opção para uma reformulação do futebol argentino, as conquistas vieram tanto nacional quanto internacionalmente.


Chegando na temporada 2017-2018, Boca Juniors se mostra mais uma vez muito capacitado e forte para mais uma conquista. Contratações como a de Tevez e Ábila, fizeram com que o patamar do clube se elevasse novamente. Com a conquista do último título argentino e com a possibilidade do bicampeonato, Boca está de volta aos refletores do favoritismo a conquista da América. Num grupo difícil da Libertadores 2018, agora é a hora de mostrar a sua força, nunca teme luchar, porque é entusiasmo y valor e voltar ao sucesso.