• Bruno Nunes

CHEGOU A VEZ DO SKATE

Esporte, meio de transporte, estilo de vida, são várias as denominações atribuídas ao Skate, uma modalidade desafiadora que por muito tempo esteve marginalizada pela sociedade mas que a partir de julho, entrará para história como esporte olímpico.



Créditos da imagem: Site Globoesporte

O ano começou e as atenções já estão voltadas para Tóquio, sede da 32° edição dos Jogos Olímpicos que serão realizados entre os dias 24 de julho e 9 de agosto. Uma das principais novidades no entanto fica por conta da inclusão do Skate como modalidade olímpica, fato inédito na história do esporte que surgiu na Califórnia em meados dos anos 60 como uma brincadeira dos surfistas para dias sem ondas. Ao passar dos anos o Skate ultrapassou a barreira do esporte devido aos seus aspectos sociais e culturais, tornando-se um estilo de vida, uma forma de protesto, estando por muito tempo à margem das outras modalidades.


A questão que surge é; Tornando-se olímpico, o Skate perderá sua essência como esporte de rua?

Em entrevista à Folha, o maior nome do esporte, Tony Hawk se mostrou cético em relação à estreia olímpica do Skate:

“Não vai mudar o que o Skate é, e não vai mudar a razão pelo qual as pessoas praticam o esporte. Eu acho que a Olimpíada vai ser a oportunidade para mostrar o esporte para um público novo. Eu acredito que os Jogos Olímpicos precisem mais do Skateboard do que nós precisamos deles”

Outros atletas se dizem preocupados com o formato de julgamento, afinal, no mundo do Skate o que vale mais, técnica ou estilo? Para grande parte dos praticantes da modalidade o fato do esporte ter sua origem na contracultura significa que ele não poderia ser absorvido pelo espetáculo Olímpico, para outros no entanto, será a oportunidade de gerar dinheiro, alcançar o estrelato e representar seu país fazendo aquilo que gosta.


Agradando ou não, fato é que teremos uma emocionante competição com o Brasil sendo umas das principais potências mundiais. Serão duas modalidades, o street, onde a pista simula obstáculos das ruas como escadarias, rampas e corrimões, e o park, que engloba alguns obstáculos do street que “interagem” entre si, podendo combinar sequências de manobras. Modalidades tradicionais como half pipe, vertical e mega rampa ficaram de fora.



Pâmela Rosa na final do Mundial de skate street — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

A inclusão do Skate nos Jogos Olímpicos servirá como um renovador do público espectador, atraindo uma audiência mais jovem para a competição, ela cria também um sentimento de democratização das olimpíadas ao incluir um esporte popular e barato de se praticar, diferente das últimas escolhas do COI ( Comitê Olímpico Internacional), que optou por incluir no programa olímpico modalidades como golf e rugby sevens, esportes mais elitizados.


Sem dúvida o Skate veio para ficar, e sua participação em Tóquio inicia uma nova fase nos Jogos Olímpicos, cada vez mais modernizados, seguindo as tendências e renovando-se para garantir o sucesso da competição esportiva mais importante do mundo.


© 2018 WEB RÁDIO DE PRIMA. DESENVOLVIDO POR MVPMOVE

  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • White Twitter Icon
  • White YouTube Icon
  • Branca Ícone SoundCloud