• Felipe Mina

Clássico é clássico


Victor Luis faz o gol da vitória no clássico (Foto: Getty Imagens)


Na noite paulistana deste sábado (2), era dia de clássico no Allianz Parque, e Palmeiras e Santos não decepcionaram os torcedores que acompanharam um jogaço.


Após ser eliminado no meio de semana para o Boca Juniors, pela Libertadores, o Verdão já via pela frente um de seus maiores rivais, onde deveria demonstrar seu poder de reação e dar o recado que continua forte na briga pelo título nacional, com 16 partidas de invencibilidade com a melhor campanha do segundo turno.


Logo em seguida, o outro com essa melhor marca é o Peixe, com 25 pontos conquistados após a chegada de Cuca, campeão brasileiro pelo Palmeiras em 2016. O treinador chegou na Baixada para tirar o time da zona do rebaixamento, e hoje, luta para conquistar uma vaguinha na próxima edição da Libertadores.


Com apenas dois dias de recuperação após a decisão do meio de semana, Felipão alterou alguns dos 11 titulares, sem contar as suspensões de Mayke, Diogo Barbosa e Moisés, mais a lesão de William. Ao contrário de seu adversário, que veio com força máxima.


E pareceu que o fantasma argentino foi muito bem espantado na Arena palmeirense. Os mandantes dominaram completamente o primeiro tempo, tanto é que sofreram apenas uma finalização. O lado direito, que talvez mais preocupava devido às mudanças, foi o que deu mais trabalho com as dobradinhas de Scarpa e Jean.


Foi do próprio lateral-direito/volante a boa jogada em que serviu Borja, que teve o chute defendido por Vanderlei, em que sobrou limpa para Dudu marcar o primeiro gol da noite. Gol esse, que tornou o atacante, o maior goleador do estádio, reinaugurado em 2014.


No fim do primeiro tempo, foi a vez da famosa “Lei do Ex” entrar em ação. Em cobrança de escanteio, Edu Dracena, campeão continental pelo Santos, ampliar o marcador. Outro gol importante, já que foi o primeiro do zagueiro no novo clube.


Não dá pra saber o que aconteceu no vestiário santista no intervalo do jogo, porém, tem nome, e chama-se Cuca. O time foi outra na etapa final. O treinador substituiu Rodrygo e Alisson, por Copete e Bryan Ruiz, abrindo mão de seu volante de marcação, e ajudando Carlos Sanchez na criação das jogadas.


O resultado apareceu rápido, aos nove minutos, Copete, que acabava de entrar, recebeu um presente do até então, herói da noite, Edu Dracena. Em cruzamento na área, Sanchez desviou a bola e atrapalhando o zagueiro que espanou limpa para o colombiano leva-la as redes.


Os alvinegros se empolgaram e aproveitaram mais uma falha de Dracena, que não conseguiu afastar o cruzamento de Copete, deixando Dodo empatar, pegando fogo no clássico.


Neste momento, os meninos da vila já acreditavam na virada, e talvez essa força de vontade pode ter sido exagerada na parte do volante Diego Pituca, que foi expulso ao receber o segunda cartão amarelo ao dar uma cotovelada em Scarpa.


Com um a menos, o golpe foi maior, um minuto depois. Em falta cobrada direta por Victor Luis, a bola resbalou na barreira e ainda quicou no gramada, dificultando a vida de Vanderley que acabou deixando a bola entrar dando a vitória aos palestrinos.


O clássico não acabava por aí. Quando o árbitro soou o apito, Deyverson voltou a aprontar das suas ao dançar, comemorando o resultado. Gesto este, que não agradou o outro lado, dando início a confusão. Ao sair do bolo de jogadores, o atacante começou a responder os jornalistas, quando foi interrompido por Scolari, que o levou direto para o vestiário.


Com mais três pontos na conta, o Palmeiras aumentou sua distância para o vice-líder Flamengo, 66 para 59 dos cariocas. Agora são apenas 6 rodadas, começando com o Atlético-MG no próximo fim de semana, para se manter na ponta e levar a taça para casa.


Já o Santos, continua com o sonho de entrar de vez no G-6 e receberá a desesperada Chapecoense, que briga contra o rebaixamento, no Pacaembu.