• robson teixeira

seleção anfitriã e 'hermanos': conheça o grupo A

Atualizado: 7 de Jun de 2018


O astro uruguaio Cavani treinando pelo Uruguai.
O astro uruguaio Cavani treinando pelo Uruguai. Foto: Reprodução/Oficial

Em contagem regressiva para a Copa do Mundo da Rússia, a De Prima trará análises sobre todos os 32 países que estão na disputa do Mundial, começando pelo Grupo A, que conta com a presença da seleção anfitriã, além de Egito, Arábia Saudita e Uruguai.


Rússia


Estilo de jogo: defensivo


Jogador-estrela: Igor Akinfeev, 33 anos (goleiro do CSKA-RUS) – 103 jogos com a seleção


Treinador: Stanislav Tchertchesov - RUS (desde 2016)


Presidente: Vladimir Putin desde 2012 (partido Rússia Unida)


Regime Político: putinismo


Panorama geral: os donos da casa ganharam a classificação de forma automática devido ao fato de sediarem a competição. Treinada pelo russo Stanislav Tchertchesov, a seleção que já teve grandes jogadores como o volante Igor Netto e o lendário goleiro Lev Yashin nos tempos da forte União Soviética, atualmente vê o goleiro e capitão Igor Akinfeev como seu principal destaque. O último grande momento vivido pela seleção russa foi a Eurocopa de 2008, quando, liderados pelo atacante Andrey Arshavin, conseguiram eliminar a poderosa seleção holandesa e se classificar para a semifinal. A Rússia terminou aquele torneio na terceira colocação.


Análise tática: com estilo de jogo muito defensivo (normalmente usam o esquema tático 5-3-2), a pouca qualidade no meio de campo e ataque dificultará a vida dos russos na Copa, basta ver as partidas da equipe na Copa das Confederações de 2017 contra Portugal e Rússia para perceber isso. Com apenas dois jogadores que atuam fora da Rússia (o goleiro Gabulov, do Brugge-BEL e o meia Cheryshev, do Villarreal-ESP), a seleção precisará brilhar como nunca se quiser passar pelos adversários do seu grupo. Para isso acontecer, é preciso que os reflexos do goleiro Akinfeev estejam funcionando e que o atacante Frydor Smolov, 8º maior artilheiro da história da Rússia (12 gols em 30 jogos), esteja com o faro de gol em dia.


Egito


Estilo de jogo: contra-ataque


Jogador-estrela: Mohamed Salah, 25 anos (ponta-direita do Liverpool-ING) - 57 jogos e 33 gols com a seleção (4° maior artilheiro)


Treinador: Héctor Cúper - ARG (desde 2015)


Presidente: Abdul Fatah Khalil Al-Sisi desde 2014 (sem partido)


Regime Político: governo militar republicano


Panorama geral: 28 anos após sua última participação em Copas do Mundo, o Egito conseguiu sua classificação após eliminar o Chade na fase pré-classificatória e ser o líder de sua chave nas eliminatórias da África, em um grupo que tinha Gana, Congo e Uganda. Foram 13 pontos em 18 possíveis.

Liderados pelo treinador argentino Héctor Cúper, a seleção espera que Mohamed Salah supere a lesão que sofreu no ombro esquerdo durante a final da Liga dos Campeões e consiga apresentar o seu melhor futebol. A grande curiosidade sobre a seleção do Egito é que, apesar de estar apenas na sua terceira participação em Copas, ela é a melhor seleção africana no Ranking da FIFA e possui o recorde de títulos do continente, com sete, sendo o mais recente em 2010.


Análise tática: distribuídos em campo no esquema 4-2-3-1, o Egito usa os dribles e arrancadas de Mohamed Salah pelo lado direito como válvula de escape para armar os contra-ataques. Além disso, o time conta com a qualidade defensiva do volante Elneny, que está no Arsenal-ING desde 2016. Outro jogador que pode surpreender neste elenco é o habilidoso meia-esquerda Radaman Sobhi, que tem 21 anos e joga no Stoke City-ING. Apesar de ser reserva na equipe egípcia, ele tem muito potencial e seus dribles e passes podem ser úteis para o time no decorrer das partidas.


Arábia Saudita


Estilo de jogo: defensivo/contra-ataque


Jogador-estrela: Mohammad Al-Sahlawi, 31 anos (centroavante do Al-Nassr-SAU) - 39 jogos e 28 gols com a seleção (maior artilheiro)


Treinador: Juan Antônio Pizzi-ARG (desde 2017)


Rei: Abdullah bin Abdul Aziz Al-Saud desde 2015


Regime Político: monarquia absoluta


Panorama geral: após não ter se classificado em 2006 e em 2010, a Arábia Saudita volta a disputar uma Copa do Mundo. A seleção se qualificou para o torneio após ficar em segundo lugar no grupo B das Eliminatórias da Ásia em uma chave que tinha Japão, Austrália, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Tailândia. Os sauditas fizeram 19 pontos em 30 possíveis. O treinador argentino Juan Antônio Pizzi, contratado em novembro de 2017, não tem grandes estrelas em seu elenco (apenas três atletas jogam na Europa, todos por empréstimo) e sabe que será difícil repetir o que aconteceu em 1994, quando a equipe surpreendeu e se classificou para as oitavas-de-final, sendo eliminada pela Suécia.


Análise tática: utilizando o mesmo 4-2-3-1 do Egito, porém mais recuado, a equipe usará a velocidade e os dribles do meia-esquerda Salem Al Dawsari (jogador do Al-Hilal-SAU emprestado ao Villarreal-ESP) para fazer a bola chegar na estrela do time, o centroavante Al-Sahlawi, que tentará brigar com os zagueiros para conseguir uma chance de finalizar em gol. No mais, os outros jogadores da equipe tentarão compor a defesa e deixar a menor quantidade de espaço possível para os adversários. No banco de reservas, há o jovem meia atacante Fahad Al Muwallad ((jogador do Al-Ittihad-SAU emprestado ao Levante-ESP), de 22 anos. Jogando na seleção principal desde os 18 anos, sua velocidade pode ser um diferencial na hora de puxar os contra-ataques da equipe.


Uruguai


Estilo de jogo: defensivo/contra-ataque


Jogadores-estrelas: Luis Suárez, 31 anos (centroavante do Barcelona-ESP) - 97 jogos e 50 gols com a seleção (maior artilheiro);

Edinson Cavani, 31 anos (centroavante do Paris Saint Germain-FRA) - 100 jogos e 42 gols com a seleção (2º maior artilheiro)


Treinador: Óscar Tabárez-URU (desde 2006)


Presidente: Tabaré Vazquez desde 2015 (partido Frente Ampla)


Regime Político: república presidencialista


Panorama geral: após viver grandes momentos em 2010, quando terminou o Mundial da África do Sul em 4º lugar e venceu a Copa América de 2011, os uruguaios apresentaram um futebol muito irregular em 2014 e foram eliminados pela Colômbia nas oitavas de final. Com relação a Copa de 2018, a celeste conseguiu sua classificação nas eliminatórias sul-americanas ao fazer a segunda melhor campanha do torneio, ficando atrás do Brasil. Foram 31 pontos de 54 possíveis. Marcado pelo peso de sua histórica camisa, que teve lendários jogadores como Enzo Francescoli e Pedro Rocha, o Uruguai sabe que tem a obrigação de ser o líder do grupo, pois tecnicamente é muito mais forte que seus adversários.


Análise tática: os comandados de Óscar Tabárez costumam jogar no clássico 4-4-2, isso significa fechar as linhas de defesa e dificultar o trabalho ofensivo dos adversários, assim eles serão obrigados a enfrentar um meio-campo com poucos espaços. Depois disso, basicamente o trabalho é fazer a bola chegar na dupla Suárez e Cavani e esperar que eles façam os seus costumeiros gols. Outro jogador que é muito importante para a equipe celeste é o zagueiro Diego Godín, que além de ser um dos melhores defensores do mundo, é o capitão do Uruguai e costuma impor dificuldades aos melhores atacantes do mundo, devido à sua boa colocação, seus precisos desarmes e seu excelente cabeceio.