• Bruno Cardoso

#DEIXAELAJOGAR

Terceira rodada do campeonato paulista de futebol feminino marca o fim de semana, e Argentina anuncia hoje a profissionalização da modalidade


Maca Sanchez , Foto: Instagram

O campeonato paulista de futebol feminino começou a todo vapor. No último domingo, quatro jogos marcaram a terceira rodada. Pelo grupo A, as Sereias do Santos derrotaram a equipe do São José, fora de casa, pelo placar de 2x1.


A equipe alvinegra comandada pela técnica Emily Lima, subiu na tabela alcançando a segunda posição, com seis pontos. Os gols da equipe da baixada foram feitos por Sandrinha e Angelina, pelo lado do São José, Carlinha diminuiu.


O Corinthians bateu a equipe do Taubaté fora de casa, pelo placar de 1x0, com gol marcado pela lateral, Juliete. Embora o placar tenha sido minúsculo, a equipe do Parque São Jorge jogou de maneira muito ofensiva, criando grandes chances, e poderia ter voltado para casa com um placar mais elástico.


Pelo grupo B, o São Paulo ficou no empate por 0x0 com a Ferroviária, em jogo realizado em Cotia, perdendo a oportunidade de assumir a liderança. A equipe tricolor permanece na terceira posição, com cinco pontos, mesmo número da Ferroviária, que fica em segundo por ter mais gols de saldo.


Saindo um pouco do futebol brasileiro, a Federação Argentina de Futebol (AFA), oficializou o anúncio divulgado em março, e a partir de hoje, 17 de abril, o futebol feminino no país será profissionalizado.


Com as mulheres ganhando espaço no futebol depois de anos de luta, a Argentina resolveu, enfim, seguir os passos dos outros países, após a repercussão que teve as reivindicações da jogadora Macarena Sánchez, que foi dispensada pela equipe do UAI Urquiza no início do ano, e no meio da temporada argentina. Sem receber indenização e impedida de assinar com outro clube devido as regras das competições nacionais do país, a jogadora decidiu ir atrás dos seus direitos, processando o antigo clube e a AFA.


Assim como no Brasil, a situação para as mulheres correrem atrás do sonho de se tornarem jogadoras de futebol é bem difícil. Sem campo, clubes interessados, e salários baixos, as dificuldades só aumentam. Com isso, muitas jogadoras se juntaram a luta de Maca, o que acabou chamando a atenção da grande mídia, gerando uma enorme repercussão e despertar atenção da Federação Argentina.


Diferente do Brasil, onde a CBF exige que para participar da série A os clubes devem manterem elencos femininos desde o início do ano, na Argentina a regra só funciona para as equipes que disputam competições da Conmebol, ou seja, apenas as equipes que forem jogar Libertadores e Sul-Americana precisam montar equipes feminina.


Sem saber o que será do futuro da modalidade lá, ficamos na torcida para que dê certo, e assim como o Brasil, possa gerar mais oportunidade para as mulheres jogarem.