Descaso atemporal


Mulheres trabalhando no futebol eram minoria. Mulheres dirigentes, improváveis. Isso não mudou.


As jogadoras, em sua grande maioria, eram motivos de piada, mulheres comentaristas eram raridade. Isso também não mudou.


Mulheres na arbitragem, eram motivo de desconfiança, diziam que elas não entendiam, peitavam e gritavam com elas. Isso ainda é realidade.


O salário de qualquer mulher profissional do esporte é inferior. Isso sequer está perto de mudar, uma vez que há dirigentes que acham que salários de R$30 a R$ 50 mil são muito altos para uma atleta.


Já tiveram de entrevistar homens nus nos vestiários. Já tiveram de ouvir, e ainda ouvem, xingamentos “de que não entendem de futebol”. Mas, para piorar, isso não é exclusivo para quem trabalha no meio esportivo.



E agora, como se elas não se importassem ou fossem importantes, têm de aturar beijos dados à força? Até quando?! O que ainda precisam fazer, para que o respeito lhes seja dado, tanto no trabalho como na vida?


A crônica da semana também poderia ser a do mês, do ano e dos dias desde que as mulheres pisaram no gramado pela primeira vez. Sem cronologia, sem palavras bonitas ou frases de efeito... E sem evolução. Pois o assunto não tem “time”, ele parou no tempo. .