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EFEITO DOMINÓ: MAIS QUATRO VÍTIMAS EM UMA SEMANA CRUEL


Foto: Divulgação/Cruzeiro

A última quarta-feira, 26, foi triste para a categoria de treinadores brasileiros. Dois profissionais que defendem a classe deixaram seus cargos nos clubes em que comandavam, para ser mais específico, Cuca e Rogério Ceni estão desempregados (claro que momentaneamente).


O primeiro pediu demissão após a derrota para o Goiás em pleno Morumbi, algo que ainda não havia ocorrido no Brasileirão - o time São-paulino estava invicto jogando em casa. Já Ceni, que chegou ao Cruzeiro já pressionado por resultados em meio a crise atual do clube mineiro, não suportou a pressão e foi tirado do cargo pela diretoria (que por sinal, ela é quem deveria ser trocada).


Os medalhões Thiago Neves, Dedé, Edilson, Henrique, Fábio e Fred, sem citar outros nomes, realmente provaram ter mais força que os técnicos que passaram pela toca da raposa. Exemplo é Mano Menezes, o atual técnico do Palmeiras pediu demissão ao alegar que os jogadores não estavam mais assimilando o trabalho dele em campo, ou seja, o futebol decaiu muito do que era praticado nas duas temporadas que culminaram com a conquista do Bi da Copa do Brasil.


A mesma frase foi dita por Cuca ao sair do São Paulo nesse meio de semana, segundo ele o trabalho dele e a execução dos jogadores do Tricolor Paulista "não deu liga", afirmou em entrevista coletiva no anúncio da separação de um relacionamento que durou menos de seis meses, com amor e ódio por parte da torcida. O comandante deixou o São Paulo na sexta colocação na tabela, atrás dos rivais Corinthians, Santos e do vice-líder Palmeiras, além do Internacional e o líder Flamengo.


Com Aguirre ano passado, o time liderava no returno, mas acabou terminando na quinta posição, garantindo ainda vaga na pré-Libertadores, porém, o desempenho no geral não foi visto como ruim, levando em consideração a qualidade do time - bem inferior a desta temporada.


Voltando a falar sobre Rogério Ceni e a "panela" do Cruzeiro. Não é de hoje que sabemos da relação treinador-jogadores e como os atletas usam de artifícios para derrubar os comandantes quando não o aprovam ou estão insatisfeitos com sua maneira de trabalhar.


Claramente foi o que ocorreu na equipe cruzeirense, que logo no início demonstrou que Ceni não ficaria muito tempo em Minas, sendo por algoz de todo essa confusão nos vestiários o meio campista Thiago Neves, um dos mais "pesados" desse elenco veterano da raposa, mas que assim como os demais não rende há muitos jogos. Salários atrasados, atletas desleais com a comissão técnica e diretoria sendo investigada por crimes, realmente o esforço do Cruzeiro em disputar a Série B em 2020 está sendo feito com muito sucesso, e não será um novo técnico que irá salvar a pátria celeste.


Na calada da noite pós empate do Fluminense em casa diante do Santos, o treinador Oswaldo de Oliveira dava indícios de que não duraria mais do que sete jogos à frente do clube carioca, não só pelo empate e proximidade da zona de rebaixamento, mas por uma discussão ríspida com o meia PH Ganso e gestos obscenos destinados à torcida do Flu. Dito e feito, na tarde dessa sexta-feira, dia 27, a diretoria Tricolor anunciou a demissão do treinador, que não completou nem dez partidas no comando do time.


Por fim, Zé Ricardo, também recém chegado ao Fortaleza após a saída de Rogério Ceni, está fora do time cearense. Após a derrota acachapante contra o Athletico-PR por 4 a 1, o técnico não resistiu e se tornou mais uma vítima de um dos campeonatos mais equilibrados e cruéis com os treinadores do mundo do futebol.


E assim mais quatro técnicos participam da "dança das cadeiras" deste Brasileirão 2019 Série A, algo costumeiro, porém, frustrante para nosso futebol. A filosofia não muda e quem perde é sempre o campeonato.