• Guilherme Amendola

EM JOGO AGITADO E COM POLÊMICAS DE ARBITRAGEM, CLÁSSICO-REI TERMINA EMPATADO

Pela segunda rodada da Copa do Nordeste, Fortaleza e Ceará disputaram o primeiro clássico pernambucano do ano, na tarde deste sábado. Após um empate na primeira rodada, as duas equipes entraram na partida, buscando pontuar para melhorar a colocação na tabela de classificação. Além desse jogo, a dupla cearense havia disputado uma partida pelo estadual.

Foto: Julio Caesar

O técnico Rogério Ceni optou pelo lateral esquerdo Bruno Melo na zaga, para qualificar a saída de bola, e tirou um dos atacantes para colocar o meia Mariano Vazquez. Já Argel Fucks, escalou Felipe Baixola como meia central, e Rafael Sobis no comando de ataque. Os dois times tiveram um desenho parecido, com dois volantes, um meia e três atacantes, mas as propostas e os modelos de jogo foram diferentes desde o início. Enquanto o Leão procurava criar chances a partir da posse de bola, o Vozão tentava roubar a bola e sair em velocidade.


Porém, o primeiro tempo foi marcado por equilíbrio, e um jogo mal jogado pelas duas equipes, que não conseguiram executar bem o que propunham. O Fortaleza não conseguiu avançar na área do adverário, e tampouco o Ceará gerava algum perigo quando roubava a bola. Ambos marcavam bem, deixavam poucos espaços ao adversário. A partida também contou com uma arbitragem péssima, que marcava qualquer falta, aplicando alguns cartões de forma precipitada, e acabou picotando o jogo. Por esses motivos, a primeira etapa não teve muitas oportunidades de gol.


Aos 30 minutos, após cobrança de escanteio de Felipe Baixola, o zagueiro Klaus marcou de cabeça para abrir o placar para o Vozão. Juninho errou na marcação da bola parada, pois ficou de costas para o adversário, e não conseguiu interceptar a bola. Por outro lado, Felipe teve mérito pela boa batida, Luiz Otávio por bloquear um dos marcadores, e obviamente Klaus pela conclusão do lance.


O jogo melhorou após o gol, pois o Fortaleza se soltou mais, e o Ceará ficou mais confortável com o resultado em seu favor, para se defender e buscar os contra ataques. Aos 36 minutos, acontece o primeiro erro capital do árbritro Pablo Ramon Gonçalves. Osvaldo sairia cara a cara com o goleiro Fernando Prass, se não fosse a falta cometida por Klaus, que levou apenas o amarelo. Quando uma chance clara de gol é interrompida por uma infração, a regra diz que quem a cometeu deve ser expulso de campo.


O segundo tempo se iniciou com uma pressão do Fortaleza logo de início, na tentativa de buscar o gol de empate. Esse ímpeto proporcionou uma boa chance com Carlinhos pela esquerda, mas Fernando Prass mandou para escanteio. Não demorou muito para que o Ceará respondesse, Sobis cabeceou na trave depois do cruzamento de Samuel Xavier. Se o primeiro tempo ficou marcado pela lentidão, no segundo tempo isso mudou desde os primeiros minutos, e as duas equipes criaram chances para marcar.


Até que aos 17 minutos, Osvaldo aparece dentro da área para marcar um golaço de bicicleta, após Vazquez disputar a bola e cruzar. O empate deixou o jogo mais aberto, pois ninguém estava mais com a vantagem do placar. Cada time ainda teve uma oportunidade clara para marcar, primeiro o Fortaleza com Ederson, Felipe Dias serviu o atacante que parou em Fernando Prass. Depois Samuel Xavier enfiou a bola para Rick, que ficou na cara do gol, mas a o bandeira marcou impedimento de forma equivocada em mais um erro do trio de arbitragem.


E quando todos acharam que não poderia piorar, o juiz marcou um pênalti inexistente para o Ceará, quando Rodrigão cabeceou a bola no braço de Quintero, que estava colado ao corpo, e ainda expulsou o zagueiro. Vinicius, que entrou no segundo tempo, bateu mal e Felipe Alves defendeu.


A história do jogo foi contada a partir de dois tempos distintos, um mais agitado que o outro, porém os dois com muito equilíbrio. Não da para cobrar dos treinadores um bom desempenho nesse início de temporada, eles fizeram o possível e apresentam ideias interessante que tem tudo para evoluir no decorrer da temporada. O que não pode acontecer, é uma arbitragem num nível baixíssimo, não só pelos erros capitais, mas também por pequenas decisões precipitadas que acabam tirando a velocidade do jogo e prejudicando o espetáculo.

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