• Igor Pereira

Estrangeiros: O legado histórico


Arce, Gamarra, Dário Pereyra, Figueroa e Hugo de León Arte: Mateus Pereira

Ficar na história exige feitos importantes, marcar o nome em grandes equipes também, ser ídolo deve ser um feito inesquecível. A saga dos "gringos" no futebol brasileiro já é de longa data, muitos nomes, diversas nacionalidades e muita história para contar sobre esses craques.


Vamos começar com o São Paulo Futebol Clube, que teve uma legião de jogadores estrangeiros que marcaram seus nomes na história.

Pablo Forlán – Destacava-se pela garra.  Era um símbolo do tricolor e ajudou muito no bi campeonato de 70 e 71 do paulista e, em 1975 voltou a conquistar o estadual. Foram 5 anos de tricolor. Forlán posteriormente treinou a categoria de base do SPFC e o time principal em 1990.


Pedro Rocha – El Verdugo era um meio campista elegante e goleador. Misturava uma técnica refinada a uma garra incomum em campo. Jogou seis anos no tricolor e ajudou a conquistar, além de alguns paulistas, o torneio que lançou o SPFC como grande clube, o Brasileiro de 77. Hoje, Pedro Rocha é treinador.

Darío Pereyra – jogou no SPFC entre 1977 e 1988. Em 451 jogos fez 38 gols pelo clube. Formou uma dupla de zaga histórica com Oscar. Uma curiosidade a respeito dele, é que quando ele chegou ao SPFC, recebeu uma proposta irrecusável do Real Madrid, que ouviu um sonoro "Não" do futuro zagueiro São Paulino. Ainda foi treinador do SPFC em 1997 e 1998.


Diego Lugano – foi contratado pelo São Paulo em 2002 através das imagens de um DVD. A diretoria do clube foi muito criticada por isso na época. Com a saída de Oswaldo de Oliveira, ainda em 2003, passou a ser escalado mais vezes e, com seu estilo raçudo e de muita garra, conquistou a titularidade e o carinho da torcida e foi titular da equipe que conquistou o Campeonato Paulista, a Libertadores e o Mundial de Clubes da FIFA em 2005.

José Poy – jogou no tricolor por 14 anos. Era um goleiro extraordinário, muito elástico,  ágil e calmo, foi um goleiro tão seguro que teve seu nome cotado para a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1954, mesmo sendo argentino. A imprensa pressionou, os dirigentes chegaram a consultá-lo sobre a eventual naturalização, mas a ideia acabou não dando certo. Encerrou a carreira em 1962 para se tornar treinador. Dirigiu o próprio do time do São Paulo diversas vezes entre 1964 e 1982, tendo sido campeão paulista em 1975, vice-nacional em 1971 e 1973, vice da Libertadores em 1974 e vice paulista em 1982.


Armando Renganeschi – consagrou-se como ídolo do São Paulo Futebol Clube por dois motivos: por ser um zagueiro que tinha um estilo clássico, seguro e raçudo, e por ter exercido essa “raça” num lance importantíssimo: deu o título paulista de 46 para o São Paulo. Machucado, ele apenas fazia número, já que naquela época não se permitiam substituições. Mesmo assim, arrastando a perna, fez o gol da vitória sobre o Palmeiras por 1 a 0. Foi técnico das divisões menores do São Paulo em 50 e 51 e foi técnico dos profissionais em 58. Campeão paulista de 45, 46 e 48.

Agora vamos falar do Palmeiras, que também teve ótimos jogadores que escreveram o nome na história do clube.


Carlos Gamarra – O zagueiro paraguaio também jogou no palestra, zagueiro de uma classe imensa, jogava duro mas sempre leal.

Arce - O lateral direito paraguaio atuou entre 1998 e 2002 pelo clube paulista, e conquistou muitos títulos importantes como a libertadores e a Mercosul, marcando assim seu nome na história.


Freddy Rincón – O colombiano desembarcou no Brasil em 1994 para defender o Palmeiras, logo após duas boas atuações no América de Cali e seleção colombiana. O meia teve sua primeira passagem conquistando o Paulista de 94, e retornou em 96 e ficou até 97 onde teve uma passagem sem brilho.

Já no Corinthians, alguns jogadores são mais recentes, mas mesmo assim sempre sao lembrados pela torcida.


Carlitos Tévez – Contratado a peso de ouro no início da tumultuada parceria com o fundo de investimentos MSI, o atacante argentino já chegou ao Parque São Jorge com status de estrela maior de uma equipe repleta de craques. Comandou o time na conquista do Campeonato Brasileiro de 2005 e, com seu estilo raçudo e brigador, caiu rapidamente nas graças da torcida.

Apesar de ter deixado o clube em um momento tumultuado e brigado com uma das torcidas organizadas, Tévez é reverenciado até hoje pelos corintianos.


Freddy Rincón – Defendeu o rival Palmeiras em 94, mas foi no final da década que o volante viveu o auge da carreira, jogando pelo Corinthians. Ajudou o clube a conquistar os campeonatos brasileiros de 1998 e 1999, além de ser o capitão que levantou a taça do Mundial de 2000. É até hoje o estrangeiro com o maior número de atuações com a camisa alvinegra: 158 partidas.

Carlos Gamarra – O zagueiro paraguaio de rara categoria e elegância com a bola nos pés foi capitão do time campeão Brasileiro de 1998 e Paulista de 1999. Na Copa do Mundo da França, terminou a competição sem cometer uma falta sequer em quatro jogos. Seu estilo leal de jogo e sua firmeza no comando da defesa alvinegra consagraram o zagueiro em sua passagem pelo Corinthians.


No sul do país tiveram alguns nomes emblemáticos nos gaúchos Inter e Grêmio.

Hugo de León - Campeão da libertadores e Mundial de clubes de 1983 pelo Grêmio, o zagueiro uruguaio é  um dos ídolos mais importantes da história do clube.


Elias Figueroa - No colorado, o chileno que atuava como zagueiro, é um dos melhores zagueiros que atuaram no futebol brasileiro até então, bi campeão  do campeonato brasileiro na década de 70 pelo Inter é mais um nome que fez história por aqui.

Na cidade maravilhosa, esses dois jogadores marcaram história, as torcidas de Flamengo e Fluminense, lembram deles com um carinho imenso.


Dejan Petkovic - Especialista nas faltas, escanteios, lançamentos, passes e chutes de fora da área, o meia Sérvio conquistou alguns títulos pelo rubro- negro, como o tri campeonato carioca conquistado em cima do maior rival Vasco da Gama, o gol emblemático lembrado até hoje, marcado pelo meia foi aos 43 do segundo tempo dando o título ao Flamengo na ocasião e, outro foi o Campeonato Brasileiro de 2009 naquela arrancada histórica do Flamengo onde Petkovic usou a camisa 43 fazendo alusão aquele gol de falta sobre o Vasco.

Romerito Paraguaio - A sua raça e técnica fora dos padrões, o tornaram um ídolo importante da história do Fluminense, considerado o melhor Paraguaio de todos os tempos no seu país, o meia foi autor do gol que deu o título do Brasileiro de 1984 para o Tricolor das Laranjeiras. 


Todos esses atletas deixam saudades nas torcidas, foram fundamentais em conquistas e, marcaram para sempre seus nomes na história.