• Bruno Cassiano

FALTOU CORAGEM


FOTO: Rodrigo Gazzanel / Agencia Corinthians

Quinta-feira o Corinthians jogou, na próxima quinta também jogará. Entre os dois jogos, contra o Fluminense, estava o Avaí, lanterna, sem vitórias no Brasileirão. Vale citar ambos os adversários por se tratarem de campeonatos diferentes (Sul-Americana e Brasileiro).


No sábado o Galo tropeçou. No domingo Inter, São Paulo e Santos também tropeçaram. Caso o Corinthians conquistasse três pontos, chegaria ao G4 e diminuiria a distância do líder de cinco para três pontos. Tudo estava se desenhando para ser a rodada perfeita para o alvinegro paulista, mas não foi bem assim.


Carille decidiu poupar oito jogadores, visando o confronto contra o Fluminense na próxima quinta. Carille decidiu escalar três volantes, mesmo que um deles estivesse jogando na ponta. Carille escolheu fazer o básico na hora de alterar o time enquanto o Avaí conquistava sua primeira vitória nesta edição de Brasileirão. Faltou coragem.


Poupar jogadores é comum no Brasil, evita lesões, evita amarelos e expulsões desnecessárias, mas não era preciso poupar tantos de uma vez só. O meio campo com Gabriel, Jr. Urso, Vital, Pedrinho e Clayson se transformou em Ralf, Matheus Jesus, Sornoza, Ramiro e Everaldo. Faltou entrosamento e, em muitas jogadas, habilidade e calma nas decisões. O principal setor do time, não existiu. Acredito que no espaço de quatro dias, a recuperação física aconteceria até o próximo jogo e assim o Corinthians teria mais chances de vencer com seu time mais encaixado. Faltou coragem.


Jorge Jesus, treinador do Flamengo, manteve seu time praticamente igual ao de quarta passada, quando enfrentou e venceu o Internacional na Libertadores. Quarta-feira que vem vai ao sul, casa do Inter, jogar o segundo jogo. Manteve, não poupou e agora lidera o campeonato por ter vencido fora de casa o Ceará, além de já estar com a classificação encaminhada no torneio continental. O português teve confiança e… Coragem, é preciso acreditar que pode lutar por dois campeonatos e ter a coragem de pôr aquilo que acredita em campo.


Carille tem potencial, vai ser um dos grandes, poderá chegar à Seleção, mas precisa ter coragem, precisa ousar, precisar crer e pôr na prática, demonstrar sua crença. Poupar em um jogo com medo de perder um outro que ainda vai acontecer, é apostar no futuro, é estar satisfeito com nada ou com a possibilidade de uma vitória quando poderia se satisfazer com a certeza. Enquanto poupar em um campeonato com medo de perder o outro, estará perdendo ambos. O Corinthians tem time e pode brigar, basta ver e querer. Basta ter coragem para isso. Ou continuará tendo empates amargos e se contentando apenas com um ponto, ao invés de comemorar três, como foi contra o Avaí.


Coragem, Carille. Coragem!



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