FOI ÓTIMO, MAS FALTOU SIMPLESMENTE O MAIS IMPORTANTE



Na tarde do último domingo, dia 15, o estádio do Morumbi recebeu a primeira edição da Legends Cup Brasil, torneio de final de ano que reuniu os maiores ídolos da história do São Paulo, Barcelona, Bayern de Munique e Borussia Dortmund, idealizado pelo ex-jogador e membro da diretoria Lugano, em conjunto com alguns nomes fortes da história do clube.


Dentre os grandes craques presentes no evento, estavam os ex-jogadores do Tricolor Zetti, Roger, Cicinho, Fabão, Bordon, Ronaldão, Lugano, Júnior, Jorge Wagner, Mineiro, Josué, Silas, Raí, Richarlyson, Souza, Müller, Careca, Leandro Guerreiro, Denilson, Falcão, Aloísio Chulapa e Dagoberto, além do técnico multi-campeão Muricy Ramalho. Pelo lado dos europeus, compareceram os ídolos Amoroso (pelo Borussia, mas também ídolo do São Paulo), Tinga e Lucas Barrios.


No Bayern de Munique, brilharam os atacantes Klose (artilheiro das Copas), Paulo Sérgio e Ivic Olic, o zagueiro Van Buyten e o meio-campista Zé Roberto. O poderoso Barcelona contou com Belleti - herói da Champions League 2005/06 -, Simão Sabrosa, Goicoechea (goleiro que enfrentou o São Paulo em 1992, perdendo o Mundial de Clubes) e o meia Deco - português bem conhecido dos brasileiros.


Mas além de enaltecer a presença de tantos gênios da bola, vale destacar a ausência de um ícone, que com toda a certeza é o maior jogador da história do São Paulo Futebol Clube. Mesmo não driblando, dando carrinho ou provocando adversários, o goleiro-artilheiro conquistou seu espaço e eternizou seu nome na história do clube paulista mais vezes campeão do campeonato Mundial, com três troféus (cujo só ele possui duas dessas conquistas).


Rogério Ceni mandou um recado via redes sociais oficiais do clube, mas não garantiu sua presença na festa São-paulina. Realmente ele não compareceu, muito pelo mandato do atual presidente Leco, já que a relação entre os dois não é nada saudável após sua demissão precoce no início de sua carreira como treinador, em 2017. Hoje tri-campeão com o Fortaleza, o Mito ainda deve ficar longe do São Paulo ao menos pela temporada de 2020, última de Leco no mandato.


A política do clube realmente está conturbada, e a prova disso são as próprias declarações do lateral Daniel Alves, que após as últimas partidas do time no Brasileirão deste ano desabafou sobre o atual momento, dizendo que a sensação é de que lá dentro há vários partidos que brigam entre si.


É triste presenciar cenas como esta, no qual o o herói do Mundial de 2005, campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002 e que tantas vezes foi o braço direito das demais conquistas do clube, ficar de fora de um show de craques desta maneira. Este evento é apenas um pontapé inicial para resgatar a proximidade com os ídolos do passado que estão longe, além de mudar a mentalidade da atual direção, que regrediu em muitos conceitos.