• Bruno Guerra

Até quando o futebol feminino será desvalorizado?

Atualizado: 14 de Jan de 2019


Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Marta, Cristiane, Formiga… provavelmente você conhece esses nomes da seleção brasileira de futebol feminino, não é? Agora reflita sobre essa outra questão, você conhece as atletas que jogam no seu time de coração?


Certamente a resposta de muitas pessoas será “não”. E por que em 2018 isso ainda acontece?


Desde a sua origem no século XX, o futebol feminino enfrenta inúmeros desafios, sofre com preconceitos, desigualdades e principalmente com a desvalorização. Fica mais “fácil” quando pensamos em jogadoras bem sucedidas, que jogam na Europa e recebem salários altos, mas o buraco é mais embaixo.


Falta de patrocínios e investimentos na modalidade, dificuldades estruturais e a discriminação são apenas alguns pontos que, infelizmente, ainda fazem parte do dia a dia do futebol feminino.


Nem mesmo os grandes clubes no Brasil conseguem ter o mesmo destaque na modalidade ou sequer possuem uma equipe de futebol feminino para representá-los, como é o caso do Palmeiras, mas que de acordo com o presidente Maurício Galiotte, a partir de 2019 terá, após exigência da Conmebol para os times que disputam a Libertadores e a Sul-americana.


Durante o ano, diversos jogos ocorrem e neles aparecem ótimas jogadoras e surgem promessas que mesmo com um desempenho que merece destaque, não possuem a mesma visibilidade para o público.


Um exemplo que vale destaque é o da Libertadores de Futebol Feminino que ocorreu em Manaus, entre os dias 18 de novembro e 2 de dezembro. Na decisão, Santos e Atlético Huila se enfrentaram e em quantos lugares você ouviu falar sobre o jogo vencido pelo time colombiano? Ou até mesmo sobre o campeonato em si?


E mais, em 2018 a craque Marta, do Orlando Pride, foi eleita pela sexta vez a melhor jogadora do mundo segundo a FIFA, ou seja, a melhor atleta da modalidade é brasileira e mesmo assim não há uma grande valorização do futebol feminino. Dessa forma, como teremos outras Martas nos próximos anos?


Fica difícil e é uma situação que precisa ser desenvolvida, explorada e valorizada pelos clubes e instituições responsáveis pelo futebol, pois afinal, o esporte é para todos, independente do sexo.


E se você gosta de futebol e esportes em geral continue acompanhando a De Prima, no site e em nossas redes sociais:


Facebook | Instagram | Twitter | YouTube