grupo b: duelo ibérico e azarões na disputa




Cristiano Ronaldo, cinco vezes melhor jogador do mundo, é o grande trunfo da seleção portuguesa nesta Copa. Foto: Reprodução/AFP



O grupo B da Copa da Rússia traz logo na primeira fase um dos grandes clássicos europeus: o duelo ibérico entre Portugal e Espanha. Marrocos e Irã completam o grupo e tentam estragar a festa das duas seleções favoritas na chave.


PORTUGAL


Estilo de jogo: contra-ataque


Jogador – estrela: Cristiano Ronaldo, 33 anos (atacante Real Madrid – ESP). 81 gols em 149 jogos vestindo a camisa da seleção.


Treinador: Fernando Santos (POR) – desde 2014


Presidente: Marcelo Rebelo de Sousa desde 2016 - (Partido Social-Democrata)


Regime Político: República constitucional semipresidencialista


Panorama Geral: Classificado com a melhor campanha da sua história nas Eliminatórias europeia, a seleção portuguesa perdeu apenas uma partida para chegar à Copa. Campeã da Eurocopa, a equipe liderada por Cristiano Ronaldo conta com a habilidade e precisão do melhor jogador do mundo eleito pela quinta vez para esquecer a eliminação precoce, ainda na fase de grupos, na Copa do Mundo de 2014 – no Brasil, e ser uma das favoritas ao título.


Análise tática: o bom jogo de transição ocorre graças ao contraste de jogadores encontrados na seleção. Jogadores novos e rápidos como Bernardo Silva e Gonçalo Guedes dão maior velocidade à seleção, enquanto a defesa com jogadores mais experientes garante uma equipe equilibrada. O técnico Fernando Santos, experiente em outras Copas, se destaca no estilo de jogo defensivo e de contra-ataque. Além disso, Cristiano Ronaldo ainda busca ser considerado o craque da Copa do Mundo, jogando pela quarta vez, o jogador é o ponto-chave da seleção portuguesa.



ESPANHA


Estilo de jogo: ofensivo


Jogador – estrela: Andrés Iniesta, 34 anos (meio campista Vissel Kobe – JAP). 126 jogos com a seleção


Treinador: Julen Lopetegui (ESP) – desde 2016


Rei: Filipe VI


Regime Político: monarquia parlamentarista


Panorama Geral: com 90% de aproveitamento nas eliminatórias europeias, a Espanha conseguiu ser líder do grupo mesmo tendo Itália como adversária. Contando com nomes experientes na seleção como Sérgio Ramos, Piqué, Busquets e Iniesta, a Fúria busca superar o fiasco de sua eliminação precoce aqui no Brasil.


Análise tática: Em uma fase de transição de gerações, novatos como Asensio, Lucas Vasquez e Saul Nígnez jogam ao lado de jogadores experientes como Iniesta garantindo à seleção espanhola um jogo técnico – alta porcentagem de posse de bola, grande quantidade passes curtos - apresentando bastante volume de jogo e chances de gols além de contar com dois defensores goleadores na bola parada – Piqué e Sérgio Ramos.


MARROCOS


Estilo de jogo: defensivo


Jogador – estrela: Benatia, 31 anos ( zagueiro da Juventus – ITA) – jogador com maior experiência na seleção marroquina.


Treinador: Hervé Renard (FRA) – desde 2016


Rei: Maomé VI – desde 1999


Regime Político: monarquia constitucional


Panorama Geral: uma das cinco seleções africanas, Marrocos volta à Copa 20 anos depois, com apenas um gol sofrido em oitos jogos pelas eliminatórias africanas, sendo que não sofreu nenhuma na última fase. A seleção conta com um grande número de jogadores estrangeiros sendo eles oito franceses, e seu forte sistema defensivo é a grande arma para superar as favoritas do grupo e ser a “zebra” da competição.


Análise tática: o grande trunfo da seleção marroquina é uma linha de defesa forte – Benatia é o grande nome. Os outros defensores estão improvisados em relação a posição que jogam em seus clubes. Além disso, chama a atenção na seleção a grande velocidade dos pontas e um ataque oportuno, com destaque para o goleador Boutaib e o armador Ziyech.


IRÃ


Estilo de jogo: defensivo


Jogador – estrela: Sardar Azmoun,23 anos ( Rubin Kazan – RUS) – 23 gols em 32 jogos com a camisa da seleção


Treinador: Carlos Queiróz (POR) – desde 2011


Presidente: Hassan Rohanidesde 2013


Regime Político: república teocrática


Panorama Geral: Terceira seleção a garantir a vaga para a Copa atrás da anfitriã e Brasil, o Irã tem a difícil missão de tentar uma classificação inédita em um grupo que já tem Portugal e Espanha como favoritos. Nas Eliminatórias, a equipe iraniana – Grupo A - foi líder invicta sofrendo apenas 5 gols em 18 jogos e teve a melhor campanha no geral.


Análise tática: adotando uma estratégia de contra-ataques rápidos e uma defesa consolidada, a seleção Iraniana une um modelo de jogo que agrada ao seu treinador Carlos Queiroz (mais conservador com relação à defesa) e que permite à equipe asiática ser competitiva em um grupo tão difícil. Além disso, a seleção que vai para a disputa de sua quinta Copa do Mundo, conta com o apoio dos torcedores russos, uma vez que três peças iranianas importantes – Azmoun(atacante), Ezatolahi (meio) e Mohammadi (defensor) jogam em clubes do país sede.