• Guilherme Morais

Jorge Jesus e João de Deus: os milagreiros do Flamengo


Mais de 200 milhões em contratações. O peso da camisa. A força da torcida. Talvez, o melhor elenco do Brasil, mas certamente o melhor time do Brasil. E só um campeonato carioca?


Abel Braga foi contratado no fim do ano passado para ser o cara que conseguisse encaixar esse time e conquistar títulos de peso, de acordo com a história do clube carioca. Era o nome de peso no mercado, que a expectativa diante da torcida era enorme. Ganhou o estadual, mas não empolgava, principalmente no Brasileirão. A torcida cobrava e às atuações não melhoravam, os jogadores já não tinham a mesma motivação e a queda era iminente.


A quase queda na Libertadores ligava um sinal de alerta e muitos pensavam: “Será que mais um ano no quase, no famoso cheirinho?”. Até que a diretoria deu um tiro certeiro, pelo menos por enquanto. Jorge Jesus e sua comissão assumiram o Flamengo e com ele a leveza de um time com alta qualidade. O futebol era nítido que sabiam jogar, mas precisava de alguém que sugasse ao máximo o que poderiam apresentar. Jesus ressurgiu e fez essa obra.



Jorge Jesus e João de Deus deram uma nova vida para o Flamengo. (Foto: Alexandre Vidal)

O treinador português, junto com seu auxiliar João de Deus, deram outra cara pro rubro-negro. Uma equipe qualificada de ponta à ponta, que sabe jogar o futebol, padronizada e com intensidade. Pra quem desacreditava do time, Jesus é ou não é o salvador? Do meio-campo pra frente todos sabiam da qualidade que poderiam entregar, o que preocupava eram as falhas defensivas. Com a chegada do novo comandante, o sistema defensivo se tornou mais compacto, junto com a linha de meio-campo e com muita sustentação pra dar segurança ao Diego Alves.


Arrascaeta, Gabriel Barbosa e Bruno Henrique. Juntos? Mais de três milhões de reais em salários todo mês. Juntos? Quase 100 milhões de reais na contratação. Juntos? Mais de 50 gols na temporada, o melhor ataque, que com a movimentação faz a defesa adversária se perder. Mérito total do novo treinador, que conseguiu extrair o que seus jogadores tem de melhor e mostrando um futebol ofensivo, que não se contenta em ganhar no mínimo.


Não sei se vai ganhar o Brasileirão, a Libertadores, se vai continuar jogando assim, mas que a fé aumentou depois de Jesus ficar no comando, isso aumentou.

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