• Bruno Cassiano

LADO DIREITO, LADO FORTE


FOTO: Marco Galvão
FOTO: Marco Galvão

De um time com poucas pretensões e sem muito favoritismo a um dos postulantes ao título do Brasileirão. O Corinthians evoluiu muito pós-Copa América, tanto defensivamente, com a chegada de Gil e a regularidade de Manoel, quanto ofensivamente, tendo o lado direito como seu lado forte. Pensemos sobre o ataque corinthiano.


Os dois últimos jogos do alvinegro de Parque São Jorge no Campeonato Brasileiro mostram bem a importância do lado direito quando o time ataca, principalmente quando o time tem seus principais jogadores do setor à disposição e jogando juntos.


Contra o Internacional, Fagner não jogou, estava cumprindo suspensão, e Pedrinho não teve tanta inspiração, atuou abaixo do que vinha atuando em jogos anteriores, talvez pela falta de entrosamento com Michel Macedo que tem estilo bem diferente de Fagner. O resultado foi uma menor procura ao gol e pouca criatividade nas tentativas de construção de jogadas. Junior Urso foi quem melhor jogou pelo setor, mas não adiantou. Placar final 0x0.


No jogo seguinte foi diferente. Com a volta de Fagner e um Pedrinho mais agressivo, foi do lado direito que surgiram as principais chances do Corinthians contra o Botafogo. Os dois gols do time paulista tiveram o início na direita, com participação direta de Pedrinho em ambos, deixando Boselli em boa condição de marcar no primeiro gol e gerando um rebote para Everaldo marcar o segundo. O garoto, cria da base do Corinthians, é o principal jogador do time no momento.


Se usarmos esses dois jogos como base dá para notar que a eficiência nesse lado é ligada diretamente ao entrosamento Fagner-Pedrinho, com o Junior Urso ajudando para o funcionamento da dupla. Foi difícil a zaga botafoguense prever e deter as ações dos corinthianos por aquele lado e o que se viu foi Gatito Fernandez salvando o time carioca de tomar uma goleada.


Urso tem recuperado seu bom futebol nos últimos jogos, muito por influência de Gabriel que também tem qualidade no passe e parece passar mais confiança a ele do que o Ralf. É uma parte importante do setor por servir de opção tanto nas triangulações e fator surpresa, quanto nas conexões e transições entre defesa e ataque. É um dos que mais consegue acelerar ou diminuir o ritmo do time em campo.


A fase invicta nesse período após Copa América coincide no momento de maior equilíbrio do time alvinegro no ano, tanto defesa quanto ataque estão funcionando melhor e colaborando para os resultados positivos. A defesa está sólida, errando bem menos do que errava antes e tendo mais tranquilidade nas ações, o ataque é rápido e letal, finaliza muito mais do que no começo do campeonato, não dá sossego ao adversário.


Essa fase é recompensada com o G5, e uma perspectiva bem melhor de futuro para o time no Brasileirão, e um ânimo a mais para seguir bem na Copa Sul-Americana. O grande mérito disso tudo é o funcionamento quase perfeito do Timão, da defesa até o ataque, principalmente, pela direita, o lado forte do Timão.