• Leonardo Cruz

LEOAS QUE ORGULHAM UMA NAÇÃO


Foto: Getty Images

Na tarde de ontem, 07/07, a seleção dos Estados Unidos venceu a Holanda pelo placar de 2x0 com gols de Rapinoe e Lavelle, e conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo de Futebol Feminino, em partida realizada na cidade de Lyon, na França.


Mesmo com o segundo lugar na competição, e sendo dominadas pelas campeãs na grande final, as holandesas proporcionaram ao seu país momentos inesquecíveis durante toda a Copa do Mundo. Venceram as seis partidas que antecederam a decisão, com grande brilho de jogadoras como Van Veenendaal, Miedema e Martens.


A Holanda, país que possui pouco mais de 17 milhões de habitantes, é uma nação apaixonada por futebol, principalmente depois da Copa do Mundo de 74, na Alemanha, quando o “Carrossel Holandês” liderados por Johan Cruyff revolucionou este esporte com um futebol muito diferente do que era praticado à época.


A partir desse período, o futebol passou a ser muito praticado na Holanda, que mesmo sem ter conquistado a tão desejada Copa do Mundo, ganha até os dias atuais, adeptos pelo mundo a cada geração de grandes craques. Entre as mulheres, este esporte demorou um pouco para ganhar seu espaço. A seleção feminina disputou a sua primeira Copa do Mundo apenas em 2015, quando foi eliminada precocemente nas oitavas de final para a seleção japonesa.


Dois anos mais tarde, na Euro 2017, as holandesas começaram a demonstrar toda sua força e qualidade, conquistando o inédito título e igualando os homens como campeãs da Europa. Com a chegada da Copa da França, a expectativa era grande, pois as Leoas eram uma das favoritas ao título e o país se mobilizou para torcer junto com a geração de ouro do futebol feminino.


Com o passar dos jogos e com as vitórias, as Leoas foram ganhando confiança e acreditando a cada momento que poderiam sim fazer história, mas ao encarar a experiente e multicampeã seleção estadunidense na final, as holandesas não conseguiram escrever a última página deste livro com final feliz.


Mesmo assim, o vice campeonato representa muito para essas jogadoras e para todo o país, que pintou a França de laranja, vibrou, lutou e se emocionou em cada momento, desde a execução do lindo hino holandês, até a comemoração de um gol.


O final não foi como o povo holandês queria, mas essas lágrimas de tristeza por perder a Copa do Mundo, darão mais força a estas Leoas para daqui a dois anos, nas olimpíadas de Tóquio, estas mesmas lágrimas possam ser de felicidade pela realização do sonho de uma nação apaixonada por futebol de chegar ao lugar mais alto do pódio.


Mesmo não tendo sido campeãs, com certeza todo o povo holandês está muito orgulhoso dessas atletas que jogaram a Copa do Mundo com alma e coração e demonstraram ao mundo que a felicidade e a emoção de ser holandês vai muito além da conquista de qualquer troféu.