• Guilherme Amendola

MAIS UM CAPÍTULO DA INTERMINÁVEL CRISE DO SÃO PAULO

O São Paulo não dá uma semana de paz ao seu torcedor. Venceu o Vasco na última quinta-feira, e três dias depois é goleado pelo Grêmio. Ainda assim, garantiu a classificação para a Libertadores na fase preliminar, com a ajuda do Fortaleza de Rogério Ceni, que é o maior ídolo da história do clube. É provável que garanta a vaga direto na fase de grupos, não por mérito próprio, mas por incompetência dos adversários e pela alto número de vagas cedido pela Conmebol.

Foto: Everton Pereira/Ofotografico/Lancepress!

O jogo teve a tônica de quase todos os jogos do ano de 2019, com um primeiro tempo muito ruim e com uma leve superioridade da equipe do Grêmio. O São Paulo só chegou uma vez ao gol de Paulo Victor com um chute de fora da área do zagueiro Bruno Alves. Fora isso, não conseguiu romper a boa marcação do Grêmio, desde a saída de bola até o último terço do campo. Já o Grêmio teve mais volume ofensivo e mais finalizações, e criou uma boa chance com Maicon, que achou o Pepê dentro da área para chutar perto da meta são-paulina.


Na segunda etapa, o São Paulo até esboçou uma reação nos primeiros 5 minutos, ao subir suas linhas e chegar com perigo em algumas finalizações. Mas tudo começa desmoronar no pênalti cometido por Antony em Alisson e convertido pelo Luciano. O segundo e o terceiro gol saem logo em seguida, com Vitor Bueno (contra) e Luciano mais uma vez. Só não saiu o quarto, pois Tiago Volpi fez boa defesa.


Bruno Alves, Arboleda e Luan foram um dos poucos que se salvaram do lado são-paulino, de resto péssimas atuações individuais muito ruins, e mal coletivamente, com dificuldades para produzir chances de gol, e para se defender. O Grêmio mereceu a vitória pelo segundo tempo, apesar de muitos erros no primeiro. Diniz foi mal ao colocar os garotos Helinho e Gabriel Sara quando o jogo estava 3 a 0, já que ele tinha Hernanes e Pato no banco, que independente de fase, têm muito mais experiência para suportar uma situação como essa.


A diferença entre os dois clubes, é que enquanto um tem um projeto, um trabalho, uma filosofia que se estende há mais de três anos com o Renato Gaúcho, o outro está com o quarto treinador no ano, que tem grandes chances de ser demitido também. O São Paulo não sabe se o treinador de 2020 será o Fernando Diniz, não sabe qual projeto tocará daqui para frente, e se terá convicção nele. Caso continue esta má administração da diretoria, o clube continuará afundado em crise, sem nenhuma perspectiva de melhora.


O Diniz pode não ser o treinador mais apropriado para o momento do São Paulo, e pode não estar fazendo um bom trabalho, mas a crise do clube não é responsabilidade dele. Ele tem culpa pelo momento ruim que a equipe atravessa, mas é impossível dar resultados em 2 meses de trabalho chegando em outubro. Ainda mais num clube tão desorganizado e com uma péssima gestão. O erro da diretoria foi apostar num técnico, no máximo, promissor e que não teria o respaldo necessário para seguir o trabalho, pelo momento que o clube atravessa. Resta ao torcedor são-paulino torcer pelo acaso ou pela sorte, para que ele tenha um bom ano de 2020, pois se depender do trabalho e da competência de quem comanda o tricolor do Morumbi, será igual ou pior a 2019.

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