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MESTRE TELÊ: O MELHOR TÉCNICO BRASILEIRO DA HISTÓRIA


Foto: Arquivo/Folhapress

Nascido no dia 26 de julho de 1931, na cidade de Itabirito, município de Minas Gerais, o multi campeão Telê Santana deixou todo o legado que podia para o futebol brasileiro, e porque não dizer, internacional.


É bem verdade que em 1982, a encantadora seleção brasileira não passou da segunda fase de grupos, sendo derrotada pela Itália (que se sagraria campeã pouco depois), porém o futebol envolvente e convincente da equipe fez os torcedores chorarem de tristeza, inconformados com a queda precoce do nosso país no mundial; o pranto não foi de revolta - como em edições mais recentes do torneio -, nós tínhamos elenco, um espírito de time vencedor e o futebol "à la Brasil", com o DNA do povo que o aprimorou.


Telê revolucionou a forma com que se treinava em solo brasileiro. Nas décadas de 80 e 90, o ex-treinador (morto em 2006) viveu o auge de sua carreira a beira dos gramados. No São Paulo, ele foi bi campeão da Libertadores e bi Mundial, dentre outras taças faturadas. Só não pôde fazer mais pelo clube por questões de saúde; em 1996, o já chamado de "mestre"teve de deixar de lado o que mais amava, por conta de uma isquemia cerebral a que fora acometido.


Porém, o pouco que viveu no banco de reservas foi o suficiente para receber o reconhecimento por parte dos torcedores de São Paulo, Atlético-MG, Grêmio, Fluminense, dentre outros clubes que treinou, sem falar da seleção - mesmo com eliminações e críticas na época.


E na segunda, dia 18, o mestre Telê Santana (que faria 88 anos em abril) foi coroado com mais um troféu em sua riquíssima história. A revista francesa France Football elegeu os 50 melhores treinadores da história do futebol mundial. Em primeiro aparece o holandês Rinus Michels, inventor do "futebol total" jogado pela seleção da Holanda na década de 1970, sendo vice-campeão na Copa de 74.


Mas vamos voltar a Telê, que ficou na 35ª colocação, a frente de alguns técnicos renomados da atualidade, como Bielsa e Conte (48º e 49º, respectivamente), o que o credencia de vez como o melhor comandante que já atuou no Brasil.


Sem sombra de dúvidas ele merece tal título de honra, e o país do futebol agradece. Parabéns, mestre!