• Vinicius Rodrigues

MUITA COISA EM JOGO ALÉM DO TROFÉU



Neste domingo (7), Brasil e Peru fazem a final da Copa América às 17 horas no Maracanã, estádio que Tite irá comandar a seleção pela primeira vez desde quando assumiu o cargo.


Até o momento cada equipe fizeram cinco jogos, na primeira fase se encontraram e a seleção brasileira não tomou conhecimento aplicou um 5 a 0, fazendo sua melhor partida na competição até aqui.


Por outro lado foi o divisor de águas para os peruanos que se uniram ainda mais para buscar voos altos e quem sabe conquistar o torneio continental. Para chegar até a final os peruanos deixaram para trás nada mais nada menos que o Uruguai, que já conquistou a Copa América 15 vezes e o Chile que é a atual bi-campeã da competição, e com este retrospecto recente os peruanos chegam motivados para essa final.


Peru que é comando pelo argentino Ricardo Gareca e sabendo das limitações técnicas da sua delegação não tem medo de colocar sua equipe para jogar de forma mais retrancada, seleção que após a goleada ganhou uma força mental e tem sido equilibrada, não é atoa que derrubaram duas candidatas ao título e sonham em fazer história neste domingo.


Há quem se arrisque em dizer que no Maracanã foi a última festa que a seleção brasileira protagonizou para nós torcedores após conquistar a Copa das Confederações em 2013 contra a Espanha, que era quem detinha o título mundial.

Neste dia os torcedores presentes no estádio entoaram “o campeão voltou”, mas o que foi visto nas competições seguintes que a seleção disputou não é bem assim, até porque o futebol é aquele esporte que te proporciona muitas emoções e dificuldades, dentre elas chegar ao lugar mais alto em um torneio e tentar se manter nele em tudo o que disputar.


Muitas pessoas acreditam na tese que o futebol é

baseado em resultados, mas se pararmos para pensar podemos se equivocar com esta afirmação algumas vezes, já que até chegar ao seu objetivo final (um título), existe um processo e ele não deve ser descartado caso a conquista não chegue, consequência da vida o ganhar e perder.


É óbvio que nesta final o Brasil é favorito pela equipe que tem, pela tradição, por estar jogando em casa, mas no futebol já foi provado que sempre será 11 contra 11 e o favoritismo fica de lado quando a bola rola.


Não acredito que com a conquista da Copa América veremos comemorações de norte a sul do país, mesmo não sendo tão comemorada será um título que não podemos descartar, devemos sim festejar mas claro tudo sem arrogância.


E quando disse sobre processo, cito o que a seleção fez até aqui, apesar de dois empates por 0 a 0 contra Venezuela e Paraguai, o Brasil até o momento detém o melhor ataque a melhor defesa já que até aqui não foi vazada na competição em 5 partidas. Demonstra ser mais organizada, como foi contra os hermanos, processo que deu certo na estratégia de Tite para parar o Messi.


Seleção que tem jogadores experientes, tem também jovem promessas, tem um bom treinador, seleção que na Copa América demonstrou ser mais solidária com a ausência de Neymar, como foi visto contra a Argentina, Gabriel Jesus recebeu um presente do Firmino para marcar o primeiro gol e no segundo tempo retribuiu a gentileza. Mas não sou prepotente de dizer que o camisa 10 fez falta a seleção, e tenho a consciência que o mesmo será muito importante na Copa do Mundo em 2022.


De todos os convocados por Tite, Daniel Alves é o único que já conquistou a Copa América, ele sabe o que deve ser feito numa final com a seleção, uma boa parte do processo já foi ultrapassada faltam detalhes, jogos importantes são decididos assim, que os nossos atletas joguem todas suas fichas e conquistem o eneacampeonato para a amarelinha.


Mas o que devemos sempre nos lembrar, que amanhã podemos chegar ao lugar mais alto do pódio, que irá trazer o reconhecimento, porém com o passar dos anos pode perder um pouco do seu valor, caso o Brasil não consiga se manter no topo em campeonatos futuros.