• Bruno Nunes

NIKI LAUDA: O MAIS MÍTICO DOS PILOTOS


Foto: Heinz-Peter Bader / Reuters

Na semana em que será realizado o tradicional GP de Mônaco, a notícia da morte do ex-piloto Niki Lauda abalou os bastidores da Fórmula 1, não somente pelo fato de terem perdido um trí campeão da categoria, mas pelo que o piloto representou para o automobilismo mundial.


A notícia foi divulgada por familiares na noite de segunda-feira:


Com profunda tristeza, anunciamos que nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira, 20 de maio de 2019. Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis; seu incansável entusiasmo pela ação, sua franqueza e sua coragem permanecem um modelo e uma referência para todos nós. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô longe do público, que sentirá sua falta - diz o e-mail assinado com a família de Lauda.


Não foram os três títulos mundiais, conquistados em 75, 77 e 84, ou o seu incrível acidente em 76 que transformaram Niki em uma lenda. Seu maior legado foi sua inabalável determinação. Niki precisou bancar financeiramente seu início de carreira no automobilismo, buscando empréstimos para custear os gastos na então pequena equipe March. Na Fórmula 1 não foi diferente, Lauda foi ser piloto da BRM, garantindo seu lugar devido aos seus empréstimos. Foi somente com uma indicação de Clay Regazzoni, piloto recontratado pela Ferrari para a temporada de 1974, que Lauda assinou seu primeiro contrato como piloto remunerado.



Foto: Reprodução / F1

Niki Lauda já era um piloto consagrado quando sofreu o acidente que quase ceifou sua vida, era o atual campeão Mundial, por tanto sua imagem como um automobilista de qualidade era inquestionável. Foi somente após o acidente e posteriormente de sua incrível recuperação em apenas 42 dias, que Lauda superou seu status como um talentoso piloto para se tornar uma lenda do esporte. A imagem do piloto austríaco desfigurado, fraco, com pedaços de pele descolando, retornando a um carro de Fórmula 1, criou um mito da mais mítica presença.


"Como o meu trabalho depende unicamente do meu pé direito, minha aparência física importa pouco"


Lauda e Hamilton nos bastidores da Fórmula 1 - Foto: Reprodução / F1

Sua ausência na Fórmula 1 será muito sentida, principalmente por conta da ótima relação que Lauda mantinha com os pilotos do grid e com toda a equipe da categoria. O jovem senhor de 70 anos trabalhava como dirigente da Mercedes e era figura presente nos paddock da F1.

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