• filipeq09

NOITE DE LIBERTADORES, TABUS E DO "TREM BALA DE COTIA"


Foto: Divulgação / São Paulo FC

Após empate amargo na semana passada em casa, o Tricolor foi desacreditado para a Argentina enfrentar o Racing na Comenmbol Libertadores da América, que se mostrou superior na partida de ida. Com um time repleto de garotos e os medalhões machucados, a eliminação parecia certa.


Contando com os retornos de Miranda e Rigoni, o time do Morumbi foi a campo mesclando experiência e o talento e vigor da base, o que no fim deu certo. Precisando vencer, o time iniciou com Luan no banco e Gabriel Sara atuando como segundo volante ao lado de Liziero, além da grata surpresa Marquinhos no comando do ataque, com Reinaldo no banco dando lugar a Wellington, que vinha mostrando mais regularidade.


Logo no início o jogo foi travado, com muita disputa mas também com contra-ataques dos dois lados, muito mais veloz que o jogo anterior aqui no Brasil. Porém, após Miranda roubar a bola de forma vital e lançar para o ataque, o duelo mudou de figura: Rigoni pegou o rebote do chute de Marquinhos e abriu o tão sonhado 1 x 0 no placar, tranquilizando o torcedor e Hernan Crespo.


A segunda etapa foi reflexo da primeira, e ainda melhor. Os atletas tricolores mantiveram o ritmo e numa roubada no meio campo pelo volante Liziero surgiu o segundo tento São-paulino, desta vez brilhando a estrela do garoto de 18 anos, que marcou seu primeiro gol pelo São Paulo recebendo de Benitez e tocando para o fundo das redes de Arias, goleiro argentino.


Com certa tranquilidade no placar, o time estava mais solto e ampliou ainda mais o prejuízo hermano, anotando seu último gol novamente com Rigoni (eleito o melhor da partida), após mais uma bela jogada de Marquinhos pela entrada da área. Com a grande vantagem, ainda teve tempo para o Racing descontar o marcador, mas já era tarde: 3 x 1 (4 x 2 no agregado) e vaga assegurada nas quartas, que pode contar com um novo choque-rei (já realizado algumas vezes na própria Libertadores nos anos 2000).


Este triunfo São-paulino não só classificou o time, mas rompeu de vez alguns tabus que vinham incomodando. O primeiro foi de jamais ter vencido o Racing na história, já o outro foi o fato de não vencer um argentino em seus domínios há 16 anos - a última vitória havia sido em 2005 diante do River Plate, justamente o ano do último título da Libertadores da América. Para os supersticiosos isso deve valer muito.


Em noite onde brilhou o trem bala de cotia, a catimba e talento de Rigoni e as quebras de tabus, também se resgatou o brio do São Paulo em uma noite de Libertadores.