• Bruno Cassiano

O ADEUS NA INJUSTIÇA É SEMPRE MAIS DIFÍCIL


FOTO:  Léo Pinheiro/Estadão Conteúdo
FOTO: Léo Pinheiro/Estadão Conteúdo

POR: Guilherme Lesnok

Dia desses eu li de uma renomado escritor que o Santos só faz sentido se houver menino criado em casa para humilhar a lógica com os pés. 


Foi Pele. Foi Giovanni. Foi Robinho. Foi Neymar. E, foi Rodrygo. Por pouco tempo, é verdade. Mas nos fez lembrar que das categorias de base do Santos sempre vai ter um moleque atrevido pra fazer com que a camisa do Santos seja brilhante. 


Esse jogadores resgatam a história do nosso clube. Pouco me interessa se vão ficar nessa de “viúva de Pelé”, até porque, se for pra ser viúva, que seja Mengalvio, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.


O Santos que me interessa dribla, desconstrói a zaga adversária. Faz um garoto com 17 anos marcar em Libertadores. Esse Santos quando sai, mesmo derrotado, é aplaudido pelo espetáculo proporcionado. E sempre foi. Desde os tempos de Pelé. Se em um clube a tentativa pelo bom futebol não deveria ser proibido, esse clube é o Santos. E o Rodrygo faz valer a tentativa. 


Contra a despedida fizeram o que puderam. Negaram a dispensa, seguram o máximo no STJD, e até em um apelo após o jogo contra o Internacional pelo próprio jogador foi ignorado pela CBF. Eu senti muita vontade do rayo disputar essa partida de despedida. Não tardou para Rogério Cabloco, presidente da CBF dizer que ele não seria desconvocado. Pior do que isso, impediu um garoto grato ao clube de dizer adeus da forma que conseguiu conquistar seu espaço: jogando. 


Rodrygo, meu garoto, você daqui a pouco não será mais o camisa 11 do Santos, e nem pode se despedir em campo, mas com certeza sai com a dignidade como se tivesse jogado aqui a vida toda. Como torcedor que viu tantas despedidas, eu sinto muito que tenha saído no meio de tanta lambança. E com todo carinho, eu te desejo muita sorte, menino da Vila.


A gente ainda se vê por aí.