• Bruno Cardoso

O que será do futsal após “a era Falcão”?

Após 25 anos de carreira, e 401 gols com a camisa da seleção brasileira, o ídolo deixa o futsal como maior artilheiro de todos os tempos


Foto do Instagram


Há pouco mais de um mês, o futsal se despedia do maior jogador de sua história: Alessandro Rosa Vieira, o Falcão. As lambretas, canetas, golaços e a irreverência dentro de quadra conquistaram milhares de fãs ao redor do mundo.


Com 41 anos, Falcão defendeu 11 clubes no futsal e conquistou dezenas de títulos. Pela seleção brasileira, atuou em quase 260 jogos e anotou mais de 400 gols. Além disso, com a amarelinha, venceu duas Copas do Mundo, em 2008 e 2012. O astro do futsal mundial também conquistou quatro vezes o prêmio da Fifa de melhor jogador do mundo na modalidade (2004, 2006, 2011 e 2012).


Mas a pergunta que fica no ar é: “O que será do futsal a partir de agora? ” Embora seja um esporte muito praticado, poucas pessoas realmente o acompanham e estão por dentro de tudo o que rola, como acontece no futebol de campo. A velocidade, os dribles curtos, os gols inovadores são a porta de entrada para as pessoas se apaixonarem pelo futsal. Pensando nisso, alguns jogadores, como Serginho Paulista, buscam dar mais visibilidade ao esporte através das mídias sociais. Foi o caso do vídeo do “Drible Impossível”, que causou grande alvoroço nas redes sociais (https://www.youtube.com/watch?v=f2NGVpPdH9A).


Algumas semanas depois, o atleta revelou o truque para a realização do vídeo e prometeu continuar com conteúdo desse tipo, que destaca e ajuda a divulgar o futsal. Pensando também no futuro, após se aposentar, Falcão deseja continuar no esporte. Uma de suas metas é fazer com que o futsal entre no programa olímpico. Ele pretende reunir capitães de seleções com a Fifa, que controla a modalidade, e com o Comitê Olímpico Internacional.

A verdade é que a maioria dos craques do futebol de campo - principalmente brasileiros -, começaram no futsal, modalidade que carece de craques que tenham identificação com a torcida, como aconteceu com o Falcão, já que toda vez que aparece um novo talento que não migra para o futebol logo é vendido para o futsal de outros países, sem antes terem um vínculo com a torcida brasileira.


O que resta agora, para os amantes do futsal, é aguardar para ver se aparecerá alguém capaz de assumir a coroa e continuar o legado deixado por Falcão. Aqui, ficamos na torcida para que isso não demore, por enquanto, o que resta é aproveitar O Rei nos jogos festivos.


Obrigado por tudo, Falcão!

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