• Leonardo Mendes

OS DOIS LADOS DA MOEDA DA PARALISAÇÃO DO PAULISTÃO

A paralisação do futebol é algo que as federações não querem, mas que podem beneficiar os times de maior expressão.


Sede da Federação Paulista de Futebol, que está atrás de uma possibilidade de continuar o futebol - Foto Emilio Botta


Após o anúncio feita na última quinta (11) pelo governador do estado de São Paulo, João Dória (PSDB), o Paulistão, como qualquer outro evento esportivo, teria que ser paralisado por pelo menos 15 dias. Mas, por questões de calendário e dinheiro, a FPF (Federação Paulista de Futebol) está tentando de todos os jeitos continuar a competição, mas alguns times iram agradecer se realmente houver a paralisação.


Por conta do inicio da Pandemia, que ocasionou uma pausa dos campeonatos no país - em São Paulo foi de 16 de março e retornou em 22 de julho - os clubes foram afetados com o calendário mais enxuto e corrido, e com alguns adiamentos por conta de casos de covid-19 e outros motivos, a temporada 2020 foi somente acabar em março de 2021, desta forma, a pré-temporada foi excluída para que as competições pudessem ser finalizadas até o fim deste ano.


Mas a ausência desse preparo para a temporada está pesando nos times que atuaram no Brasileirão, um exemplo caro foi do São Paulo no jogo contra o Novorizontino que demonstrou muito cansaço em virtude da ausência de um descanso ou uma pré-temporada. Outro time que esta sofrendo com o acumulo de partidas é o Palmeiras, que por ter consigo fazer todas as partidas possíveis no ano, teve que jogar praticamente três competições simultaneamente em fases decisivas, e o calendário não teve dó do verdão, que inclusive na partida contra o Corinthians, na segunda rodada do Paulistão, o Palmeiras "boicotou" o jogo, não colocando a escalação nas redes sociais e dando pouca importância a competição, já que seu pedido de adiamento do jogo não foi atendido.


Porém, os times de menor expressão sofrem com a possibilidade de não jogar os estaduais, até porque as equipes sentem mais a falta de competições e com baixas receitas, ainda em pandemia, aonde não existe a rendas de vendas de ingressos, e o que sobra é torcer e suar a camisa para conseguir passar em uma fase de uma Copa do Brasil, por exemplo para pagar sua folha salarial, algo que faz muita falta para esses times.


Outro fator que pesa para que não pare o futebol no país é um problema que abrange inúmeras aeras, que é queda das rendas das famílias por conta de ter que fazer o famoso e tão falado home office. Mas nem todas as profissões tem a oportunidade de fazer um trabalho em casa, e por isso, a renda despenca e causa vários problemas sociais que, infelizmente, são normais no nosso país.


Por isso chega a ser egoísta a forma com que as Federações buscam com todas as forças a continuidade dos campeonatos, para que não exista problemas não só com os times, mas também os jogadores, e por isso vemos tantas manifestações para que não pare os comércios, bares e etc. Sabemos que estamos em um momento delicado, mas não digo de um momento exato, mas sim um dos maiores da história. Nunca antes tiveram tantas mortes por minutos como estamos tendo. É a maior catástrofes do Brasil.


As Federações fazem de tudo para continuar as partidas, logicamente seguindo todos os protocolos de segurança, mas o momento é delicado, e dependemos muito da conscientização do população e do governo, para poder acelerar a vacinação, para quem sabe, ainda esse ano termos as festas nas arquibancadas e sair do "novo normal" para regressarmos para o "antigo normal", que tanto queremos.



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