• Vinicius Rodrigues

PARA RETOMAR A CONFIANÇA



Nesta terça-feira (2), no Mineirão irá acontecer a primeira semifinal da Copa América, Brasil e Argentina se enfrentam, treinadores entram para disputa pressionados já que ambos têm seus cargos sendo questionado.


Há um ano atrás, Tite chegava para Copa do Mundo como unanimidade pelos brasileiros e dirigentes da CBF, mas após o fiasco no Mundial perdeu um pouco do prestígio e tem seu cargo ameaçado. Já Scaloni veio para tentar apagar um incêndio na Argentina, e até um ano atrás era apenas um treinador porco conhecido já que era apenas auxiliar de Jorge Sampaoli.


Os dois treinadores tiveram escolhas opostas quando decidiram convocar os jogadores para a competição, Tite com seu método de dar continuidade com os convocados optou por chamar jogadores mais experientes, visando a conquista do torneio que iria trazer a tranquilidade para o treinador.


Scaloni por sua vez veio com apostas, de forma ousada convocou muitas promessas do futebol argentino, deixando de lado grandes nomes que ficaram de fora da lista. O treinador ainda foi elogiado por ter sido corajoso em deixar Aguero e Di Maria no banco de reservas durante a competição, para acabar com aquela tese de que só “amigos do Messi” jogam e tem espaço na seleção.


A seleção brasileira ainda não convenceu seu público já que em 4 partidas em 3 a torcida vaiou os jogadores, mas um super clássico sempre pode ser um gás a mais para os atletas entrarem motivados a fazer um bom jogo.


Brasil que vencendo amanhã pode voltar jogar no Maracanã, faz 6 anos que a seleção não joga no estádio, a última vez que atuou lá foi naquele memorável 3 a 0 contra a poderosa Espanha.


Época que a canarinho comandada por Felipão tinha um jogo mais objetivo, com jogadas verticais e profundidade, como de praxe do Luís Felipe Scolari.


Hoje a equipe comandada por Tite tem um jogo que até usa o passe mais longo, porém chega ser mais preciso virando um lançamento, por outro lado, é uma equipe que dificilmente se desfaz da bola, tem aproximação e triangulação, seleção que marca por zona e sofre pouco lá atrás, não é atoa que em 40 jogos sofreu apenas 10 gols, o que preocupa que 70% destes gols sofridos foram nas bolas paradas, algo que deve ser corrigido.


Talvez nas bolas paradas a melhor alternativa seria uma marcação homem a homem, mas deixa nas mãos do pressionado Tite.


Já a Argentina de Scaloni traz consigo um rótulo de não ter tanto a bola no seu pé, uma seleção que até o momento mostra ser uma equipe com poucas ideias, muito refém do seu camisa 10, Lionel Messi, que até então não faz uma boa Copa América e reconhece isso, “eu não vivo um bom momento”, relatou o argentino.


O clássico sul-americano de amanhã promete muito taticamente, já que o Brasil procura sempre sair com a bola no chão e a Argentina tem 39% dos seus desarmes feito no campo de ataque, ou seja tem uma marcação alta que pode dificultar a saída de bola brasileira, jogadores precisarão de paciência para não dar chances aos argentinos.


Sempre aquela história que em clássico não existem favoritos, mas amanhã o Brasil leva uma certa vantagem, o fator casa pode ser um fator a mais, já Argentina terá como coluna o Messi que pode aparecer no momento certo para sua seleção.


O jogo é tão igual que do lado de fora os treinadores vivem abismos muito parecidos, que a pressão não seja levada pra dentro de campo e tirem dos jogadores a nostalgia de nós torcedores poder reviver grandes momentos deste super clássico que pra muitos é o maior jogo do mundo.


Duas das melhores escolas do Mundo de todos os tempos, até porque nasceram nos dois países nada mais, nada menos, que, Pelé, Maradona, Garrincha, Di Stefano, entre outros. Amanhã tem o coletivo do Brasil, contra uma seleção que depende muito do Messi, que neste clássico seja mostrado um grande espetáculo digno de 7 conquistas mundiais.

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