Grupo C: Peruanos voltam à copa contra os favoritos franceses


A nova geração francesas, rodeada de expectativa (Foto: Getty Imagens)

A menos de uma semana para o início 21ª edição da Copa do Mundo, com sede na Rússia, a De Prima traz tudo que você precisa saber sobre cada chave do maior evento esportivo do planeta. Desta vez, falaremos do Grupo C, que conta com a equipe campeã de 1998, a França, além de Dinamarca, Peru e Austrália. Confira:


FRANÇA


Estilo de jogo: ofensivo


Jogador estrela: Antoine Griezmann, 27 anos (Atlético Madrid – ESP) 53 jogos pela seleção


Treinador: Didier Deschamps (desde 2012)


Presidente: Emmanuel Macron


Regime Político: Democracia


Panorama geral: as coisas vinham muito bem para os franceses até a final da Eurocopa de 2016, quando perderam o título em casa para Portugal. Inclusive, o gosto amargo da derrota tinha sido sentido pelos lusos, em 2004, perdendo o título em casa para a Grécia. Com isso, a pressão sobre a seleção começou, já que era considerada favorita diante dos portugueses, ainda mais em seu país. Porém, os Le Blues não decepcionaram nas eliminatórias para a Copa e classificaram-se em primeiro num grupo complicado, com Holanda e Suécia. Mas a cobrança não acabava por aí, já que se espera que os campeões mundiais de 98 liderem o grupo.


Analise tática: a nova geração francesa é rodeada de expectativa. O time é considerado até favorito pelo título. Didier Dechamps trabalha bem para que esses jogadores tenham tranquilidade para isso. Em um 4-3-3, Pogba é o grande articulador do time, tendo à sua frente Griezmann, trabalhando com liberdade para atuar em todo o território de ataque, enquanto Mbappé é uma arma perigosa aberto pelo lado de campo. Giroud é o centroavante alto e dá mais poder físico ao ataque. Além deles, Matuidi sempre aparece como surpresa na área, já que seu parceiro de maio campo é especialista em roubo de bola, Kanté.


AUTRÁRLIA


Estilo de jogo: defensivo


Jogador estrela: Tim Cahill, 38 anos (Millwall – ING) 104 jogos pela seleção


Treinador: Bert van Marwijk


Presidente: Peter Cosgrove


Regime político: Monarquia


Panorama geral: Há tempos atrás não seria novidade ter a Austrália em mais um Mundial. A seleção sempre foi soberana na Oceania. Tal diferença fez com que a Federação Australiana de Futebol pedisse para participar das eliminatórias pela Ásia, o que aconteceu depois da Copa de 2006. E isso fez a diferença para vir à Rússia este ano, por exemplo. O regulamento das eliminatórias asiáticas funciona da seguinte maneira: mata-mata com 24 equipes; as vencedoras disputam fase grupos, oito com cinco seleções; após 10 rodadas, os líderes se classificam para segunda fase de grupos, dois com 6 times; o primeiro e segundo vão à Copa e os terceiros disputam a repescagem - caso dos australianos, que derrotaram a Síria. Depois de tanta luta, não se espera muito da seleção, considerada o azarão do grupo.


Análise tática: a Austrália é considerada por muitos uma seleção “violenta”, com fama de chegadas muito forte nas divididas. Com um estilo de jogo defensivo, mesmo que este ano deve apostar mais no ataque do que de costume, já que tem jogadores vivendo boa fase em no setor. Em um 4-3-2-1, Tim Cahill é o grande nome do time - ex-volante, improvisado no ataque, hoje, já atua definitivamente como centroavante. Destaque da seleção no último Mundial, sediado no Brasil, Mathew Leckie, atualmente no Hertha Berlim, não deve fazer diferente na Rússia dando muito trabalho na ponta direita do ataque. Robbie Kruse, camisa 10 australiano, joga próximo ao capitão Cahill como segundo atacante. Contratado pelo Manchester City em 2016, mas emprestado e cedido ao Huddersfield Town, Aaron Mooy é o armador do time pelos lados do campo em seus contra-ataques.


PERU


Estilo de jogo: contra-ataque


Jogador estrela: Paolo Guerreo, 34 anos (Flamengo – BRA) 87 jogos pela seleção


Treinador: Ricardo Gareca


Presidente: Martín Vizcarra


Regime Político: Republicano


Panorama geral: Depois de 32 anos, o Peru está de volta a uma Copa do Mundo. A última participação ocorreu em 1982, onde ficou em último lugar em seu grupo. Isso tornou a classificação histórica. A seleção estava em quinto lugar nas eliminatórias e enfrentava a Colômbia, quarta colocada, enquanto o Chile enfrentava a Brasil, fora de casa. E com a derrota dos chilenos, praticamente os peruanos estavam garantidos. E foi o que aconteceu. Na repescagem, não teve dificuldades em derrotar a Nova Zelândia. O resultado parece surpreendente, mas essa geração já havia “aprontado” em anos anteriores. Em 2011, foi a terceira colocada na Copa América, sediada na Argentina, e repetiu o feito na edição seguinte, no Chile. Na edição centenária da competição, foi líder do seu grupo, desclassificando o Brasil. E a emoção não acaba por aí. Craque da seleção peruana, Paolo Guerrero foi acusado no exame antidoping e havia sido suspenso pela FIFA por um ano. O fato o faria perder a competição. No entanto, mesmo depois de idas e vindas de efeitos suspensivos nos tribunais do esporte, o capitão foi inocentado aos “45 minutos do segundo tempo” e está confirmado na Copa do Mundo.


Análise tática: sem dúvida, a referência técnica da equipe é Paolo Guerrero. Postada no 4-2-3-1, o centroavante se isola na frente, municiado pelo são-paulino Christian Cueva, e um dos jogadores mais conhecidos internacionalmente da equipe, Jefferson Fafán. Este que foi assunto por muito tempo, suspenso por se envolver em escândalo após uma partida com a seleção. O camisa 10 retorna para essa grande campanha e é uma grande esperança da equipe. O ex-palmeirense Ricardo Gareca muitas vezes reveza os dois meias no time titular, entendendo ter mais mobilidade na marcação. O time também conta com dois laterais esquerdos bem conhecidos pelo futebol carioca: Trauco, que atua no Flamengo, e Yotun, ex-jogador do Vasco da Gama, que atua no meio campo de seu país. Gareca, ciente do que tem em mãos é cauteloso e presa pela consistência defensiva da sua equipe, presando pelo contra-ataque e qualidade de seu ataque.


DINAMARCA


Jogador estrela: Christian Eriksen, 26 anos (Tottenham – ING) 77 jogos pela seleção


Treinador: Åge Hareide


Rainha: Margarida II


Regime Político: Monarquia


Panorama geral: O grupo da Dinamarca nas eliminatórias não parecia ser grande problema, se não fosse a excelente fase de Lewandowski, centroavante da seleção polonesa e artilheiro das eliminatórias, com 16 gols, e que deixou sua seleção em primeiro lugar, levando os dinamarqueses para a repescagem. O sorteio trouxe a seleção irlandesa em seu caminho e, após o 0 a 0 em casa, a preocupação veio à tona por medo de perder a classificação. Mas o craque da equipe não deixaria isso acontecer. Christian Eriksen marcou um hat-trick e classificou sua seleção, com um sonoro 5 a 1.


Análise tática: Eriksen é a grande esperança da seleção e é quem comanda todas as jogadas da equipe. No tradicional 3-5-2, e com bons zagueiros, Christensen, titular do Chelsea e Kjaer, capitão da equipe. No ataque, Hareide varia muito seus “homens gol”, Jorgensen é titular absoluto, a grande dúvida é seu companheiro lá na frente, Poulsen, vice-campeão alemão na temporada passada com o modesto Leipizig briga pela posição com Sisto, que já é um jogador mais de perada, que pode dar mais mobilidade ao setor.