• Evelyn Cristina

PLAYOFFS IS IN THA HOUSE! II


Foto: NBA.com

Se alguém no início da temporada regular da NBA, lá em outubro perguntasse para várias pessoas qual time ficaria de fora dos playoffs, certamente o nome do Los Angeles Lakers sairia da boca de poucos. Mas é... Ele ficou pelo sexto ano seguido e ainda viu seu vizinho Los Angeles Clippers agarrar a última vaga restante para a tão sonhada ida aos Offs.


E por falar em Clippers... Nosso querido time de LA pegou ninguém mais, ninguém menos que o poderoso Golden State Warriors e uma porcentagem esmagadora de fãs da liga imaginavam que seria uma varrida e que o Warriors avançaria para o segundo round facilmente. Só esqueceram de avisar isso para o próprio Clippers, né?


O LAC protagonizou a maior virada em uma partida de playoffs da história, fora de seus domínios, tirou 31 pontos de vantagem que o Warriors tinha e empatou a série. Um feito histórico para a franquia e também para ficar registrado nas páginas dos playoffs.


Mas o Golden State Warriors segue sendo Golden State Warriors, o time que teve 57 vitórias e 25 derrotas, ficando com a primeira colocação do oeste. O time que conta com cinco all-stars ainda segue sendo o favorito, claro, com Kevin Durant e todo seu arsenal de jogadas, Stephen Curry e seu magistral arremesso de três – agora que ele está “enxergando melhor” ficou ainda mais mortal – e que também detém a maior média de pontos do seu time com 27.3 pontos por jogo, além de 5.3 rebotes e 5.2 assistências.


Klay Thompson também é um dos maiores pontuadores do time, formando a dupla “Splash Brothers” com Curry, como todos sabem, podendo muitas vezes ser o desafogo quando se encontra em um momento complicado do jogo. A maior preocupação do Golden State é a lesão sofrida por Cousins que pode tirá-lo do restante da temporada.


Do outro lado, temos o Los Angeles Clippers que conta com sua arma principal: o banco. A temporada foi para muitos, surpreendente, tendo a campanha de 48 vitórias e 34 derrotas. Lou Willians e Montrezl Harrell são dois dos maiores responsáveis pela conquista dessa vaga, tendo em média 20 e 16.6 pontos, respectivamente.


Outro jogador que não entra muito nas estatísticas, mas é essencial para o time é Patrick Beverley. O camisa 21 é um dos principais jogadores defensivos da equipe e sua vontade, disposição são fatores essenciais para ajudar o time no lado psicológico.


Após provar o gostinho doce da vitória em cima dos atuais campeões da liga, com certeza o Clippers não facilitará a vida de seu adversário, ainda mais os próximos dois jogos sendo em sua quadra, porém, em uma série longa como essa é um difícil imaginar qualquer outro resultado que não Warriors no próximo round. Mas quem sabe a zebra não está afim de passear pela NBA, não é?


E se é para falar em surpresas, obrigatoriamente precisamos falar sobre Denver Nuggets. O time conquistou a segunda colocação do oeste com 54 vitórias e 28 derrotas, chegando a liderar a conferência durante algum tempo ao decorrer da temporada regular. A franquia que conta com o all-star Nikola Jokic que está com um duplo-duplo de média, sendo 20.1 pontos e 10.8 rebotes, além de 7.3 assistências por jogo.


Mas para lutar e tentar conquistar a vitória nessa série, Jokic não está sozinho, ele conta com as principais ajudas de Paul Millsap, Malik Beasley e Gary Harris. Nuggets foi bastante elogiado durante a temporada regular devido ao basquete coletivo que apresenta.


Do outro lado temos o time que não sabe o que é ficar de fora dos playoffs há pouco mais de duas década consecutivas. Apesar dos “trancos e barrancos” que o San Antonio Spurs veio na temporada, não se pode nunca desacreditar de um time liderado por Popovich. A franquia perdeu seu principal jogador, Kawhi Leonard, além de Danny Green, mas por outro lado, viu Demar DeRozan chegar e tomar conta do time como se sempre tivesse sido seu.


A equipe conquistou 48 vitórias e 34 derrotas, ficando com a sétima colocação de sua conferência, mas isso não quer dizer nada para a equipe texana, visto que playoffs é outro mundo. A prova disso é que os comandados de Popovich venceram a primeira disputa contra o Nuggets em Denver.


A experiência que DeRozan, LaMarcus Aldridge e Rudy Gay podem ser fatores essenciais para o Spurs nessa série. O time de Denver é muito bom, mas ainda é considerado jovem e pode ser aí que viva a diferença. A equipe do Colorado com certeza apostará no que foi sua maior arma durante a regular: as jogadas dentro do garrafão. Jokic é um ótimo jogador no que diz respeito a infiltração e sua estatura o ajuda muito nessa função também. Se a defesa em cima dele for boa, talvez dificulte um pouco o jogo do Nuggets, visto que ele é o principal jogador da equipe.


O Spurs, além de apostar na experiência, ainda pode contar com o arremesso de três de Davis Bertans que se aperfeiçoou ainda mais durante a temporada. Aldridge será a principal opção do time no garrafão para tentar as jogadas mais altas, mas isso não deve ser o foco de tudo. O ball movement com certeza estará presente, uma vez que a franquia é a primeira do ranking a manter a bola em mãos, permitindo apenas 12.1 turnovers em média. Ou seja: Nuggets precisará suar se quiser tirar a bola das mãos dos texanos.


Eu aposto na experiência do Spurs para vencer essa série. O time tem todas as características do que chamamos de “time cascudo”, além de contar com um diferencial: o técnico.


O terceiro lugar ficou por conta de Portland Trail Blazers. A equipe conquistou 53 vitórias e 29 derrotas durante a temporada regular e precisa mais do nunca se provar nos playoffs. Após a perda de Nurkic para uma lesão horrível, o time precisou aprender, de certa forma, a jogar sem ele. Mas seu substituto, Enes Kanter parece estar dando conta do recado.


Só que a franquia ainda tem o seu maior poder ofensivo: Damian Lillard. O camisa 0 tem 25.8 pontos, 4.6 rebotes e 6.9 assistências por jogo, sendo o principal jogador do Blazers e uma das maiores esperanças dos torcedores para a continuidade nos playoffs. Para ajudá-lo, o time conta com CJ McCollum e seus 21 pontos de média e o já citado Enes Kanter prometendo cuidar do garrafão do time de Portland e tentando vencer a disputa com Steven Adams no garrafão adversário.


Por outro lado, a equipe do Oklahoma City Thunder conta com seu franchise player Russell Westbrook e do cogitado ao título de MVP na temporada Paul George que está jogando com dores no ombro e foi dúvida para a primeira partida, fazendo tratamentos inclusive no banco enquanto o jogo rolava. A equipe que conseguiu 49 vitórias e 33 derrotas na temporada, ocupando a sexta colocação da conferência oeste, não era bem o que seus torcedores queriam, mas uma batalha ao menos foi vencida que era se classificar para os playoffs. Westbrook segue mais uma temporada tendo números incríveis durante a regular. Mais uma vez o dono da camisa 0 tem um duplo-duplo de média com 22.9 pontos, 11.1 rebotes e 10.7 assistências por jogo. Uma enormidade de jogador que se doa 100% em quadra em nome de sua franquia.


Ele conta com a experiência de PG13 e Steven Adams para liderar os jovens de seu elenco em busca do segundo round, tentando quebrar a escrita de eliminações precoces recentes nos playoffs. O que também é um problema para o seu adversário. Apesar da varrida do Thunder sobre o Blazers na regular, sabemos que o cenário agora é completamente outro. Exemplo perfeito disso é que o Portland venceu a primeira partida, abrindo uma vantagem na série.


Apesar dos apesares, se o George estiver saudável e conseguir jogar bem os duelos, eu acredito que o Thunder consiga levar a melhor. É, sem dúvidas, o confronto mais disputado da conferência oeste podendo tranquilamente chegar no sétimo jogo.


Finalizando os confrontos temos o time do cotadíssimo ao back-to-back MVP: Houston Rockets. A equipe do Barba – que vem fazendo uma temporada espetacular – finalizou a temporada regular com 53 vitórias e 29 derrotas, ocupando a quarta posição do oeste, sendo a última equipe detentora dos primeiros mandos de quadra.


James Harden e seus incríveis 36.1 pontos por jogo, além de 6.6 rebotes e 7.5 assistências é um dos – se não o maior – responsáveis pelas vitórias da equipe de Houston. Sendo auxiliado por Chris Paul, Clint Capela e Eric Gordon a equipe busca mais uma vez a final da conferência, tentando não ser parado novamente pelos atuais campeões.


O maior desafio para o time sem dúvidas é tentar manter todos os seus jogadores saudáveis. Chris Paul perdeu vários jogos essa temporada devido a lesões. Lesão que inclusive foi o maior adversário para o time na final de conferência da temporada passada, quando o armador se machucou e perdeu os últimos jogos da série, vencidos pelo Golden State Warriors.


Em contrapartida, a equipe de Utah Jazz obteve uma campanha de 50 vitórias e 32 derrotas, totalizando impressionantes 72% de aproveitamento. A enorme subida de produção da equipe se deu devido sua estrela Donovan Mitchell que tem a marca de 23.8 pontos, 4.1 rebotes e 4.2 assistências por jogo, além do jogo defensivo implantado em quadra.


Os times tem jogos bem diferentes. Enquanto a equipe de Houston é massacrante do perímetro e tem um jogo muito estático, a equipe de Utah roda bem a bola, sendo a quinta equipe que mais passa a bola na liga além de ter a segunda maior eficiência em defesa da NBA. E, inquestionavelmente, essa defesa terá que funcionar se eles quiserem parar James Harden, o principal jogador do adversário.


Um dos pontos mais fortes do Jazz é seu garrafão com o melhor marcador da área pintada da liga: Rudy Gobert. O time do ataque coletivo terá que trabalhar mais do que nunca em matchups para conseguir abrir espaço entre os veteranos do Rockets e consagrar Gobert, além de também abrir espaço no perímetro para os chutes de três de Joe Ingles.


Apesar da larga vantagem no primeiro jogo que Houston saiu vencedor, é um duelo muito bom de assistir. É difícil imaginar que vá dar algo além do óbvio, mas em uma série que pode chegar a sete jogos tudo é possível. Porém, Houston deve sim avançar para o segundo round e talvez já conseguir uma revanche contra quem os eliminou na última temporada.