• Bruno Nunes

RECOMEÇO DIFÍCIL


Robert Kubica /Foto:Getty Images
Robert Kubica /Foto:Getty Images

O polonês Robert Kubica retornou à Fórmula 1 na temporada 2019 após oito anos longe da categoria devido a um grave acidente sofrido durante uma prova de rali, porém, os resultados obtidos com o carro da Williams estão longe do esperado.


Nas duas primeiras corridas da temporada, Kubica sofreu para levar seu FW42 até o final da prova. Na Austrália, o polonês recebeu a quadriculada na 17° e última colocação. No Bahrein a história não foi diferente com o piloto de 34 anos chegando em 16° novamente na última colocação e duas voltas atrás do líder da prova.


Segundo Kubica, enquanto a Williams não corrigir os erros, ele será um mero passageiro do carro. A escuderia britânica, outrora uma gigante da categoria, hoje enfrenta dificuldades para oferecer um carro competitivo aos seus pilotos, já nos testes de pré-temporada realizados na Espanha, ficou evidente a diferença de desempenho em relação às demais equipes do grid.


Mesmo com dificuldades para acertar o carro, e as sequelas deixadas pelo acidente, a equipe optou pelo retorno de Kubica como piloto principal devido ao seu inegável talento.



Carro de Kubica após acidente /Foto: Getty Images
Carro de Kubica após acidente /Foto: Getty Images

O ACIDENTE:

Kubica vinha em um trecho reto com seu Fabia Skoda Super 2000 em uma prova de rali na Itália, logo à frente havia uma curva fechada para a direita com um guadrail na parte externa que se dividia em duas partes. Como admite hoje, o piloto entrou rápido demais na curva, perdeu o controle do carro e ao raspar o guardrail, a hora que chegou no ponto onde havia um espaço entre uma e outra lâmina, a ponta desta segunda lâmina entrou por baixo do carro, cruzou o cockpit, no lado direito de Kubica, ferindo seu braço direito. O impacto também causou várias fraturas na perna direita e na bacia.


Para o piloto polonês retornar à Fórmula 1, foi preciso fazer algumas adaptações no carro, em entrevista Kubica revelou que pilota 70% com a mão esquerda após o acidente. Fato é que a volta de Robert Kubica, que conta com o jovem piloto George Russell como companheiro de equipe não será fácil, entretanto, sua determinação em seguir na principal categoria do automobilismo mundial merece destaque, mesmo com os resultados ruins obtidos com a Williams nesse começo de campeonato.