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REENCONTRO MITOLÓGICO


Foto: saopaulofc.net (Rubens Chiri)

A semana do futebol brasileiro foi marcada por vitória memoráveis, como o título do Náutico na Série C (primeiro troféu nacional do Timbú), o triunfo do Flamengo com gol polêmico, garantindo o distanciamento na liderança da Série A, graças ao empate do Palmeiras, e a vitória suada do Santos, que continua tentando se aproximar dos líderes, com gol do estreante na categoria profissional Tailson, jovem promessa do Peixe.


Além destes, vale destacar também um reencontro épico, histórico e emocionante, que só não foi maior devido à logística proporcionada. Com show no estádio do Morumbi (dos metaleiros do Iron Maiden), o São Paulo teve como palco do confronto diante do Fortaleza o Pacaembu. O estádio nunca deixou de ser casa do Tricolor, mas a sensação não é a mesma do que em sua casa própria.


Há menos de duas semanas atrás, tinha tudo para ser uma partida normal, já que o ídolo São-paulino Rogério Ceni estava dirigindo o Cruzeiro, em crise. Mas como retornou ao Fortaleza, que ainda jogaria com o São Paulo fora de casa (coisa que o Cruzeiro já fez no primeiro turno), criou-se a expectativa de um novo reencontro entre ex-jogador e torcida, agora na capital que o fez feliz durante mais de 25 anos de carreira.


A partida também foi marcada por um enxame de vespas

Nascido em Pato Branco, no Estado do Paraná, Ceni jamais poderia imaginar que um dia enfrentaria seu clube de coração. Menos mal que não foi dentro das quatro linhas e sim no banco de reservas. O Mito, como é chamado também agora pelos tricolores do Fortaleza, foi discreto ao entrar no terreno do Pacaembu, com quase 35 mil vozes o ovacionando, mas claramente não conseguiu segurar a emoção de rever seus fãs, ex-companheiros de trabalho e amigos, além dos "novatos" Daniel Alves e Juanfran, recém chegados ao clube paulista.


Foto: Gazeta Press

O resultado, como todos sabem, não foi dos melhores para o Fortaleza de Rogério Ceni. Um 2 a 1 indigesto para quem havia empatado ao fim do primeiro tempo, mas aceitável pelo que a equipe desenvolveu, já que criou pouco, mas levou perigo ao gol de Tiago Volpi quando chegava à área (Volpi, aliás, parece estar agradando à torcida, restando apenas receber o mesmo tratamento da diretoria em sua renovação de contrato).


Mas em momentos como este o placar é o que menos importa. Dentro de campo, frustração, o trabalho do dia 6 de outubro de 2019 não colheu frutos, mas fora dele o sentimento foi de gratidão, respeito, reverência e saudade, grande saudade do maior ídolo do clube tricampeão mundial, cujo um destes foi agarrado de maneira firma e segura pelas mãos do arqueiro em 2005. Sua passagem decepcionante no comando técnico do São Paulo parece não ter afetado o amor da torcida pelo ícone, que ficará sempre marcado na história e quando pisar os pés na capital paulista será sempre bem recebido.