• Bianca Manoel

RELEMBRANDO O PASSADO PARA VIVER UM FUTURO...


O meia flamenguista Lucas Paquetá é uma das promessas do Brasil em 2022, no Qatar. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

A seleção brasileira não atingiu as expectativas do tão sonhado Hexa, este ano, na Rússia. Apesar de não ter sofrido com tantas críticas como os técnicos anteriores, os “escolhidos do Tite” não apresentaram um bom futebol como o esperado nem tampouco o talento individual de seus grandes jogadores como Neymar e Gabriel Jesus levaram o Brasil longe na competição.


Assim como em toda eliminação, a primeira dúvida que vêm à cabeça é: será que o técnico fica? E na seleção brasileira não é diferente. Saber quem comandará a “amarelinha” pode dizer muito do que esperar do Brasil – desde esquema tático utilizado até as peças escolhidas - no Qatar, daqui a quatro anos.


Reconhecido pela boa gestão do grupo, priorizar a meritocracia e ter um senso de lealdade apreciável, a permanência do técnico gaúcho à frente da seleção deve ser confirmada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em pouco tempo e pode dar indícios de como estaremos no próximo mundial.


Passando dos 30, a zaga titular Thiago Silva e Miranda, os laterais Daniel Alves e Filipe Luís além dos meias Renato Augusto e Fernandinho não devem ter nova chance. Em contrapartida, Philippe Coutinho, Casemiro, Roberto Firmino e Douglas Costa dominaram o meio de campo brasileiro e saem com cartão de visita para a próxima Copa.


Os atacantes Neymar e Gabriel Jesus não mostraram para quê viajaram o mundo. Grande nome da seleção brasileira, o menino Neymar teve pela segunda vez em Copas do Mundo a fama de “protagonista” com um futebol de “coadjuvante”. Gabriel Jesus, por sua vez, desempenhou bem seu papel tático em desarmes, mas passou em branco na sua função, a de fazer gols. Ainda jovens, os dois jogadores devem permanecer vestindo a “amarelinha” e reviver os momentos de glória das camisas 9 e 10 que um dia o Brasil teve.


E se é dando limões que se faz uma limonada, o próximo ciclo da seleção brasileira tem bons nomes que podem complementar o elenco do comandante Tite se bem colhidos.


Garotos como Arthur(22), Rodrygo (17), Vinicius Júnior(18), Lucas Paquetá(21), Pedrinho (20) e Paulinho(18) que ficaram de fora da lista de 2018, entre outros, podem aparecer em 2022 como protagonistas para a conquista do hexa. Esses garotos veem encantando o futebol brasileiro e atraindo olhares de grandes clubes do cenário mundial como Real Madrid e Barcelona para contratações. Estão nesses garotos a esperança de um futebol arte que o Brasil deixou de apresentar nos últimos anos.