• Leonardo Mendes

SANTOS MERGULHADO NA CRISE QUE NÃO É DE HOJE

Derrotas na Libertadores, venda de Soteldo e a saída do técnico Ariel Holan são apenas a ponta do iceberg da crise alvinegra.



Ariel Holan, agora ex-técnico do Santos — Foto: Ivan Storti/Santos


O Santos vem se arrastando em uma crise que não é dessa temporada. A pelo menos cinco anos o peixe não consegue se estruturar financeiramente, e consequentemente, acaba sendo um coadjuvante nas competições, com exceção das duas últimas temporadas, que foram, que em campo, foi bem representado com os vice campeonatos do Brasileirão e Libertadores.


Achar um culpado é complicado, já que foram uma sucessão de erros que deixaram o Santos na situação financeira que está no momento. É tão complicado e complexa, que já foi feita uma vaquinha online chamada de "Virada Santista" para ajudar as finanças do clube, campanha que inclusive deu muito certo. Mas os problemas no caixa do clube não acabam por ai. O Santos tinha uma punição na FIFA referente a compra de Soteldo junto com o Huachipato-CHI, e para quitar essa divida, o peixe teve que vender o seu camisa 10 para o Toronto-CAN por 33 milhões de reais.


A venda do venezuelano foi um dos motivos para a precoce saída do treinador Ariel Holan, que pediu demissão na última segunda-feira (26) após a derrota no clássico para o Corinthians. Mas não podemos colocar somente na derrota o porque da demissão do técnico. A ausência de bons resultados, a falta de reforços e com muitas vendas de jogadores importantes (além de Soteldo, Lucas Veríssimo e Pituca já tinham sido negociados) e por fim, o protesto que houve na casa do argentino após o derby foram cruciais para que tomasse a decisão de recindir o contrato com o peixe.


Mas os problemas do Santos não param por ai, o alvinegro tem duas difíceis missões. A primeira é se classificar no Paulistão, na qual ocupa a terceira posição no Grupo D e vem de uma sequência de três jogos sem vitória. A segunda é ainda mais complicada. Na Libertadores, o Santos perdeu suas duas primeiras partidas - contra o Barcelona-ECU e para o Boca Juniors- ARG - e ocupa a última posição do grupo.


Agora, a diretoria corre contra o tempo para contratar seu novo treinador, e a preferência é para brasileiros, e no mercado, Diniz e Renato Gaúcho chamam a atenção e devem ser procurados. Enquanto não fecha com seu novo comandante, Marcelo Fernandes ficará como interino a beira do campo.


Enquanto o técnico ainda não é definido, Andres Rueda, presidente do time, tenta resolver outros problemas internos. Algumas pessoas próximas pressionam para que tenha uma pessoa destinada para ser o executivo de futebol, que hoje é supervisionada pelo gerente de futebol, Jorge Andrade.


Em meio de tantos problemas, Rueda tenta colocar a casa e ordem para que possa começar a focar no time, em um novo treinador e quem sabe, novos reforços para ajudar na parte do futebol, que no momento, também vive maus bocados.