• Victor Luís

Seleção brasileira sub-20 segue colecionando fracassos


Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Pela terceira vez, nas últimas quatro edições, seleção brasileira sub-20 não disputará o Mundial da categoria.


Vale lembrar que o Mundial é disputado de dois em dois anos e o Brasil não conseguiu vaga entre os 24 países que disputam o torneio, em 2013 (Turquia), 2017 (Coreia do Sul) e 2019 (Polônia) — em 2015, na Nova Zelândia, conseguiu chegar até a final do torneio e foi derrotado pela Sérvia. O último título conquistado foi em 2011 (na Colômbia) quando a geração de Neymar, Philippe Coutinho e Lucas Moura venceram o campeonato.


Nesta edição do Sul-Americano sub-20, Rodrygo, Lincoln e companhia não deram conta do recado. Foram cinco jogos, uma vitória, dois empates e duas derrotas, campanha pífia para quem se julga o país do futebol.


São resultados que deixam claro a falta de organização da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Depois da conquista do último título Mundial com Ney Franco, foram quatro nomes que já assumiram a seleção: Emerson Ávila, Alexandre Gallo, Rogério Micale, além de Carlos Amadeu o atual treinador, que não terá vida longa no comando técnico.


A manutenção do treinador, seja em clube ou seleção, é fundamental para o sucesso de ambos. Um dos exemplos é o atual comandante da seleção alemã, Joachim Löw começou seu trabalho em 2006, mesmo perdendo os mundiais de 2006 (como auxiliar técnico) e 2010, foi mantido no cargo e colheu seus frutos em 2014. Löw não conseguiu se classificar na fase de grupos da Copa do Mundo de 2018, porém, tem contrato até 2022 e seguirá no cargo.


Ou seja, nossos rivais estão evoluindo cada vez mais, enquanto o Brasil parou no tempo, assim como o futebol praticado pelos clubes, prova disto é que das últimas cinco edições de Copa Libertadores o Brasil só disputou uma final, com o Grêmio de Renato Gaúcho.


Mesmo com mais investimentos e estrutura, o futebol brasileiro não consegue sequer triunfar na América do Sul.