• Bruno Cardoso

SEM "INTERROGAÇÃO", SEM "VÍRGULA",APENAS "EXCLAMAÇÃO" DE SAUDADE. OBRIGADO, AVALLONE!

Vítima de parada cardiorrespiratória, Roberto Avallone morreu no Hospital Santa Catarina na manhã desta segunda-feira (25).


Foto: homenagem de Renato Peters

A vida é um jogo, e hoje nós perdemos. Sem chance de revanche, e com muitas lágrimas. O juiz não permitiu nem mais um minuto de acréscimo para uma despedida, e acabou o jogo antes do tempo.


2019 se tornou o ano em que acordamos torcendo para que nada de ruim aconteça. Estamos sendo bombardeados por notícias ruins a todo momento, e a manhã dessa segunda-feira, 25 de fevereiro, é mais uma que desejamos que não tivesse acontecido.


No último dia 8 sofremos com a morte de dez garotos no Ninho do Urubu, dia 11 sofremos com a perda de Ricardo Boechat, e sem permitir que a gente tente seguir, a vida vem e dá mais um golpe em nós. Na manhã de hoje não tivemos “interrogação”, “exclamação” e nem “virgula”, o que ficou foi o silêncio, a dor, e a saudade. O esporte se despede de um cara que marcou gerações, não só no jornalismo, mas na vida.


Roberto Avallone é mais uma vítima de um ano que tem sido dolorido. Nos deixou um legado marcante, uma história incrível, e passos para serem seguidos por uma próxima geração. Seu nome será eternizado na história como o cara das Copas do Mundo de 1978, na Argentina, e de 1986, no México, que mesmo quem não era nascido – como é o meu caso – ouviu muito os pais falarem e te conheceram através das histórias.


Hoje a torcida palmeirense, o futebol, e o esporte perdem um torcedor, um amante, um professor, um profissional, um cara que ajudou a forjar milhares de jornalistas.


Sem “interrogações”, sem “virgulas”, apenas “exclamações” de saudades. Obrigado, Avallone.