• Guilherme Morais

Será imortal mais uma vez?


Foto: Reprodução ( Instagram Oficial Grêmio @gremio)

O ano era 2016, o novo treinador era Renato Portaluppi, ou Renato Gaúcho como preferirem, a missão era fazer o Grêmio vencedor novamente. O imortal que estava desaparecido nos últimos anos, começava uma nova história com seu “velho” comandante, a partir dali a rotina de títulos passava a ser mais presente.


Renato chegou em setembro de 2016 com a confiança e histórico de bons trabalhos à frente do clube, mas com o objetivo de ser campeão nacional ou internacional (estranho colocar essa palavra num texto sobre o Grêmio, né?! Usa-se então, sul-americano ou mundial), pois já se passavam 15 anos desde a última conquista e a cobrança estava vindo à tona. Assim que chegou, partiu pra cima da Copa do Brasil, eliminando grandes adversários e apresentando um bom futebol, que conseguia mais uma vez encher os olhos do seu torcedor. A vitória contra o Cruzeiro fora de casa na semifinal demonstrou muito bem isso, a consistência, facilidade e qualidade que aquele time apresentava. O resultado de tudo isso? O título do torneio, conquistado em casa contra o Atlético-MG.


2017 chegou e a esperança de mais um bom ano não saía da cabeça dos tricolores gaúchos, porém com o foco total na Libertadores. Alguns chegaram a criticar o modo que o Renato lida com o futebol, o jeito “boleiro” que é chamado, com muito mais resenha e ”menos” estudos, além de duvidarem do potencial gremista depois que largaram de vez o Brasileirão. A libertadores não foi tão fácil, passar por adversários de peso e chatos durante a caminhada, mas que aos poucos foram sendo derrubados pelo Grêmio. Uma equipe que mostrava bom futebol, coerência dentro de campo, foco, compactação e ofensividade, sem medo de ir pra cima dos adversários. Esse Grêmio passou por Godoy Cruz, Botafogo, Barcelona do Equador e por fim, na finalíssima, o Lanús. Mais uma Libertadores para a vasta galeria de troféus e mais uma meta, o título mundial.


Todo mundo achava o Grêmio capaz de enfrentar o Real Madrid, que poderia bater de frente, já que a equipe espanhola não estava em boa fase, mesmo tendo o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo. E foi tudo ao contrário mesmo. Real teve o domínio e o time brasileiro não conseguiu se impor, restou o vice campeonato do Mundial, mas que mesmo assim era muito comemorado.


Já em 2018, tudo começou diferente. Um título já está conquistado e que fazia uns bons anos que não aparecia no lado azul do Rio Grande do Sul, o título estadual. Na Libertadores vem garantindo o primeiro lugar que já deve ser conquistado na próxima rodada. Mais uma vez o que chama atenção é a formação tática e entrosamento da equipe, com Maycon e Arthur fazendo o meio-campo rodar com qualidade, Luan, Ramiro e Everton se movimentando e dando sustentação ao ataque. O respeito tático ao seu treinador é algo a se parabenizar. No seu último jogo pela Libertadores, um 5 a 0 sem deixar o adversário ver a cor da bola. No último jogo pelo Brasileirão, um 5 a 1 com consciência sem deixar o adversário jogar sendo que pela frente era o Santos. Não tomou conhecimento e poderia ter feito muito mais.


Esse Grêmio se tornou mais imortal nos últimos anos e com essa fase serão mais “50 anos de glória, os feitos da tua história” e com certeza “canta o Rio Grande com amor”.