• Bruno Cassiano

SOBRE JADSON E SEU ATUAL MOMENTO


FOTO: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

O futebol mudou, tanto em seus bastidores quanto o que é apresentado em campo e a forma como isso é feito. O brio e a habilidade seguem importando, como em décadas passadas, mas o psicológico importa cada vez mais em um jogo que se torna tão pensado e estratégico quanto uma partida de xadrez.


A parte psicológica é importante para um time coletivamente e para os jogadores individualmente, não à toa os clubes contam com profissionais para lidar com isso de forma mais eficiente, para solucionar possíveis crises no início. Mas é algo que torcedores e comentaristas não levam muito em consideração ou julgam menos importante quando vão analisar o desempenho de times e jogadores.


Um exemplo disso é Jadson, camisa dez do Corinthians que passa por uma fase ruim, não conseguindo dar mais qualidade ao setor criativo do time quando está atuando. O jogador deixou de ser essencial, como foi em 2018 e em anos anteriores, e passou a ser mais um reserva à disposição de Fábio Carille. Sua entrada no jogo é vista, por muitos, como motivo de desânimo e não como uma luz de esperança para mudar algo que não esteja funcionando. Os erros bobos justificam as críticas, mas é preciso entender como e porquê estão acontecendo.


Jadson que sempre era lembrado por estar um pouco fora de forma, principalmente nos inícios de temporada, está agora em seu melhor momento na temporada, se tratando de forma física, mas ainda está longe de seu equilíbrio. Recentemente teve problemas familiares e isso parece ter afetado seu lado emocional, algo que interfere diretamente nas variáveis do jogo e em suas próprias habilidades.


O jogo é pensado e a função do dez do Timão no meio campo é justamente ser o cérebro da criação do time, dar fluidez e ideias para o setor agregar ofensividade quando ataca. Foi assim em 2015, quando fazia dupla com Renato Augusto, e foi assim em 2017, quando a dupla era formada com Rodriguinho. Mas não há como raciocinar e executar ideias se o fator psicológico está desajustado. Isso não é dele, é do humano. Sempre que algo nos incomoda ao ponto de nos abalar, nosso desempenho, seja em qual atividade for, é alterado e tem baixa.


Jadson já tem trinta e cinco anos, pode ser que a aposentadoria já esteja próxima, mas enquanto é jogador deveria receber o mesmo cuidado e atenção psicológica que a parte física recebe. Antes de ser colocado em campo e ser cobrado por boas atuações precisa passar por uma recuperação e ter seu momento compreendido, o foco agora tem de ser voltado para tentar ajudá-lo a sanar possíveis problemas, caso contrário a chance de uma recuperação de nível em suas atuações fica muito difícil e cada mais distante.

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