• Livia Camillo

Tempo: o remédio para o Santos



A frase (clichê) “o tempo é o melhor remédio” nunca fez tanto sentido para o Santos. Mesmo com a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista, na última terça, a equipe da Baixada parece estar, finalmente, encontrando o caminho certo em 2018.


Até então, o Peixe “respirava” com dificuldade. Acumulando dúvidas em diversos setores do elenco e enfrentando uma dura desconfiança no trabalho de Jair Ventura, cada jogo funcionava como teste. Muitos meninos, poucos jogadores “prontos”, meio de campo “carente” ... um cenário à princípio assustador para o santista, mas que não deve amedrontar.


Após derrota por 1 a 0 no primeiro jogo da decisão contra o Palmeiras, o time alvinegro mostrou virtudes grandiosas ao buscar o empate no agregado – vencendo por 2 a 1 na partida de volta -, e levar a definição às penalidades, onde foi eliminado de maneira digna (5 a 3 para os alviverdes).


Frente a um time mais preparado, com um estádio abarrotado de adversários, o Santos jogou de maneira consciente, e apostou (méritos para o técnico novato) numa formação titular com seis jogadores da base do clube. Rodrygo, atacante de apenas 17 anos, um dos Meninos da Vila que entraram em campo, é o exemplo claro da eficiência de tal aposta. Foi dele o gol da vitória que permitiu o Alvinegro sonhar com a vaga na final do torneio.


Por incrível que pareça, o elenco praiano não ficou devendo nada ao Palmeiras. Em dois confrontos equilibrados, a equipe comandada pelo treinador carioca chegou a ter mais volume de jogo em diversos momentos nos 180 minutos. Para quem pensou que o “Real Madrid das Américas” massacraria, o Santos deu a resposta na bola, dando o orgulho ao torcedor, como afirmou Gabriel após a eliminação. Inclusive, neste cenário, o pênalti perdido por Diogo Vitor não faz a menor diferença. Até porque, nas quartas de final, o jovem de 21 anos havia convertido a cobrança na decisão contra o Botafogo-SP.


Calar a boca dos críticos foi o passo mais importante para o Santos neste começo de temporada. Muito mais importante do que estar na final do Paulistão, ter ciência de que o time tem potencial a explorar, mesmo com falhas a serem ajustadas e a necessidade de contratação para o meio-campo, é fundamental. Os acertos são questão de tempo. E é melhor a torcida “Jair” se acostumando com isso (rs).


(Foto: Divulgação/Santos)

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