• Leonardo Mendes

TENTANDO A TODO CUSTO DRIBLAR O VÍRUS

Mesmo com praticamente 3 semanas paralisado, os clubes e a Federação Paulista de Futebol buscam alternativas para finalizar o Paulistão no prazo.



Sede da Federação Paulista de Futebol - Foto: Rodrigo Corsi / FPF


Com o calendário muito enxuto por conta da primeira paralisação em março de 2020, o Paulistão voltou a ficar paralisado desde o dia 15 de Março. Após o decreto feito pelo governador João Dória (PSDB), no dia 11 de Março, o campeonato paulista teve que ser interrompido mais uma vez, e desta maneira causando um certo desespero para os clubes.


Mesmo sem a pré-temporada, que teve que ser excluída por conta da pandemia, os clubes emendaram uma competição na outra com foco em terminar a tempo a temporada 2021 no prazo. Mas algo que não estava nos planos aconteceu. A pandemia se agravou no estado e no país, tendo como umas das únicas opções realizar a paralisação das competições esportivas, caso que ocorreu no estado de São Paulo por exemplo.


Porém, sabendo de todo o problema envolvendo o país por conta do novo corona vírus, a FPF (Federação Paulista de Futebol) apresentou na última segunda (29) um novo protocolo ao Ministério Público, com mais restrições e até mudança de horário das partidas.


A FPF propôs ao MP a realização dos jogos fossem realizadas após as 20hrs, quando entra em vigor o toque de recolher determinado pelo Governo do Estado de São Paulo. Além disso, a FPF sugere que as partidas das equipes que estão em outras competições ( São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Ponte Preta e Red Bull Bragantino) sejam disputadas até dia 11 de período da fase emergencial. De acordo com a avaliação após a reunião foi que a MP foi mais receptiva ao novo protocolo, dando otimismo de chegar a um acordo.


Com exceção do Corinthians e Mirassol (que se enfrentaram no Rio de Janeiro), todos realizaram apenas quatro partidas, e por causa desse curto prazo para realizar todas os jogos da competição até dia 23 de Maio, a possibilidade de realizar as partidas em outro estado não está descartada. Porém a dificuldade em achar um local está deixando cada vez maior a decisão na mão do Ministério Público.


Em busca desta resposta positiva, antes da reunião com o MP, os 16 clubes da serie A1 fizeram uma reunião online e realizaram um novo e mais rígido protocolo para a realização das partidas. Nesse protocolo, haveria uma redução radical no número de pessoas participaram das partidas, ampliar a quantidade de testes e até a criação de uma "bolha" para que fosse possível e seguro a continuidade do campeonato.


Entretanto, um fator que pode atrapalhar a tentativa de voltar o campeonato paulista foi um estudo feito pela USP (Universidade de São Paulo) que apontou um índice maior de infecção pelo vírus em atletas na temporada passada do que nos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia.


Ainda não temos uma definição próxima de ocorrer, já que já alcançamos a triste marca de mais de quatro mil mortos em um único dia por conta do novo Corona Vírus. A FPF ainda segue tentando a todo custo continuar a competição, de uma forma coerente com os clubes, jogadores e todos envolvidos com a competição.