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TERRA SEM LEI! MAIS TÉCNICOS DO QUE CLUBES NA SÉRIE A EM 2019


Foto: Divulgação / Facebook oficial do Palmeiras

Estamos na reta final do Brasileirão Série A e muita coisa ainda está em xeque. Ao menos dois times lutam constantemente para permanecer na elite, enquanto que outras equipes brigam pela vaga direta e indireta na próxima Copa Libertadores da América, bem como as vagas na Sul-Americana 2020.


Frente a isso, os clubes precisaram se reformular e promover mudanças ao longo da competição nacional, sendo essas alterações em quase em todos os departamentos, exemplo do Palmeiras que demitiu além de Mano Menezes também o seu diretor de futebol Alexandre Mattos, após pressão da torcida e própria direção palmeirense.


Como sabemos, não é de hoje que a corda arrebenta para o lado mais frágil, no caso do futebol, o lado do treinador. No Brasil o chamado "tempo de trabalho" praticamente não existe, após duas ou três rodadas os resultados e desempenho aliado a isso devem aparecer, ou a contratação de um comandante já é colocada em dúvida por parte dos críticos, torcida, diretoria e todos envolvidos no esporte.


Não é nenhuma surpresa vermos tantas trocas de técnicos nas edições do Brasileirão, mas a atual "dança das cadeiras" chega a assustar. Só na edição deste ano já foram 30 mudanças no comando técnico dos clubes da elite (isso mesmo, 30!). São apenas 20 equipes na disputa do maior torneio nacional, com incríveis dez alterações a mais que esta quantidade de elencos. Alguns dirigentes optaram por mudar mais de uma vez na temporada, casos do São Paulo, que demitiu André Jardine e Cuca, Fluminense, com Fernando Diniz (atualmente no próprio São Paulo) e Oswaldo de Oliveira, dentre outros, como o Cruzeiro com três trocas (Mano, Ceni e Abel). Veja a lista completa:


  1. André Jardine (São Paulo)

  2. Claudinei Oliveira (Chapecoense)

  3. Enderson Moreira (Bahia)

  4. Levir Culpi (Atlético-MG)

  5. Zé Ricardo (Botafogo)

  6. Maurício Barbieri (Goiás)

  7. Marcelo Cabo (CSA)

  8. Alberto Valentim (Vasco da Gama)

  9. Abel Braga (Flamengo)

  10. Geninho (Avaí)

  11. Ney Franco (Chapecoense)

  12. Claudinei Oliveira (Goiás)

  13. Mano Menezes (Cruzeiro)

  14. Fernando Diniz (Fluminense)

  15. Felipão (Palmeiras)

  16. Cuca (São Paulo)

  17. Rogério Ceni (Cruzeiro)

  18. Zé Ricardo (Fortaleza)

  19. Oswaldo de Oliveira (Fluminense)

  20. Enderson Moreira (Ceará)

  21. Eduardo Barroca (Botafogo)

  22. Odair Hellmann (Internacional)

  23. Alberto Valentim (Avaí)

  24. Rodrigo Santana (Atlético-MG)

  25. Fábio Carille (Corinthians)

  26. Tiago Nunes (Athletico Paranaense)

  27. Adilson Batista (Ceará)

  28. Argel Fucks (CSA)

  29. Abel Braga (Cruzeiro)

  30. Mano Menezes (Palmeiras)


Até o Flamengo, campeão brasileiro com maestria e encantando todas as torcidas, mudou durante o torneio (claro que, salvo este caso, a mudança foi a responsável por tudo o que houve depois, inclusive a conquista da América, logo a escolha foi muito bem feita - e a tempo). É impossível falar em evolução do nosso futebol quando o panorama que se vê é este, 30 mudanças em 38 rodadas, com 20 times em disputa, exemplo de tudo o que não fazer na gestão de um clube.


Vale ressaltar que alguns clubes foram obrigados a trocar de treinador, já que outros contrataram, tais como Fortaleza (Rogério Ceni), Athletico-PR (Tiago Nunes). Fora estes, os únicos a iniciar e terminar com o mesmo profissional no banco de reservas foram Santos e Grêmio, atuais vice-líder e quarto colocado do Brasileirão.