• Karoline Guimarães

TETRACAMPEÃS MUNDIAIS

REUTERS/Bernadett Szabo

A Seleção dos Estados Unidos foi, pela quarta vez, campeã da Copa do Mundo Feminina de Futebol. Neste domingo (7), no estádio Parc Olympique Lyonnais, em Lyon, as norte-americanas superaram a retranca das holandesas e fizeram história mais uma vez, com um gol de Megan Rapinoe e Rose Lavelle.


Com o favoritismo a seu favor, a seleção norte-americana, que obteve 100% de aproveitamento em sua campanha no torneio, queria garantir o seu quarto título no campeonato mundial para somar aos de 1991, 1995 e 2015.


No primeiro tempo, as Leoas conseguiram colocar sua estratégia em prática, com o time todo recuado, até as jogadoras de ataque dedicando-se à marcação, seguraram a equipe dos Estados Unidos, que botou pressão, mas pouco conseguiu passar pelo bloqueio holandês. O destaque também vai para a goleira Van Veenendaal, realizando duas boas defesas para o alívio da Holanda.


Os gols vieram na segunda etapa do jogo. Aos 15 minutos, Van der Gragt levanta demais o pé na tentativa de interceptar a bola, mas por infelicidade atinge Morgan dentro da área. Com o auxílio do VAR, o lance foi reavaliado e o pênalti marcado em seguida.


A estrela do time, Rapinoe, fria e precisa, cobrou o pênalti e marcou, não dando chances para a goleira.


O segundo veio oito minutos depois. Enquanto a Holanda buscava o empate, Lavelle aproveitou a abertura na defesa holandesa, carregou a bola, cortou a zagueira Gragt e, de perna esquerda, soltou a bomba no canto do gol.


As atuais campeãs europeias, com a defesa mais aberta e desarrumada, tentavam manter-se vivas no jogo. Com a seleção norte-americana desperdiçando gols e mais algumas defesas de Van Veenendaal, o apito final veio.


A festa ao final da partida foi grande. Na torcida, era possível ouvir a expressão “equal pay” – em tradução livre, “pagamento igual” -, lema das norte-americanas durante toda a competição, que buscam igualdade de salários e premiações para o futebol feminino. Megan Rapinoe, uma das representantes mais icônicas do movimento pelos seus discursos em entrevistas e por bater de frente com o presidente Donald Trump, foi eleita a melhor jogadora da Copa pela FIFA.



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