Times em ascensão se destacam no grupo H


Foto: Divulgação/site oficial da Federação Colombiana de Futebol

A Copa do Mundo na Rússia estreia amanhã, e a “De Prima” traz a analise do último grupo, que tem como principais equipes a sul americana Colômbia e a europeia Polônia. Ambas as seleções estão em um ótimo momento e prometem incomodar nesta edição do Mundial. Conheça o Grupo H:


POLÔNIA

Estilo de jogo: ofensivo

Jogador-estrela: Lewandowski, 29 anos (atacante do Bayern de Munique-ALE) – 91 jogos pela seleção

Treinador: Adam Nawalka – POL (desde 2013)

Presidente: Andrzej Duda desde 2015 (Político sem Partido)

Regime Político: democrático


Panorama geral: A seleção polonesa chega à Copa da Rússia como uma das favoritas de seu grupo, sendo inclusive cabeça de chave. A classificação para o Mundial foi tranquila, ficando em primeiro lugar nas eliminatórias europeias, com 25 pontos somados, vencendo oito dos 10 jogos disputados.

A última Copa do Mundo disputada pela Polônia foi em 2006, mas o desempenho não foi dos melhores. A equipe terminou sua participação ainda na primeira fase e agora em 2018 espera fazer diferente, com uma seleção mais sólida e preparada. Vale lembrar que os poloneses estão em sua 8ª participação em Copas.


Análise tática: Apesar de ser uma seleção de DNA ofensivo, a defesa se destaca pelos grandes nomes: o zagueiro Glik (Monaco), o lateral Piszczek (Borussia Dortmund) e o goleiro Szczesny (Juventus). Do meio para frente encontram-se dois destaques de peso: o meia Blaszczykowsk (Kuba) e o atacante Lewandowski. Jogando atualmente no esquema 4-2-3-1, o técnico Adam Nawalka geralmente faz uma linha de cinco jogadores defensivos, para resguardar o setor, além de jogar na pressão (perdeu a bola, já pressiona pela recuperação) e com passes rápidos em busca ao ataque, onde o atacante Lewandowski é sempre acionado.


COLÔMBIA

Estilo de jogo: ofensivo

Jogador-estrela: James Rodríguez, 26 anos (Bayern de Munique-ALE) – 62 jogos pela seleção

Treinador: José Pekerman

Presidente: Juan Manuel Santos desde 2010 (Partido Social de Unidade Nacional)

Regime Político: presidencial


Panorama geral: Na Copa de 2014 no Brasil, a seleção colombiana caiu para a própria anfitriã, nas quartas de final. Mas no geral a campanha foi muito boa, a seleção venceu inclusive uma das favoritas a avançar de fase: o Uruguai. Com James Rodríguez, Falcão Garcia e Cuadrado, a Colômbia jogou bonito e encantou os torcedores em solo brasileiro.

Agora na Copa da Rússia, os colombianos são favoritos ao primeiro lugar do grupo e esperam repetir o bom desempenho da edição anterior, evoluindo seu futebol, para então poder alçar voos mais altos neste Mundial.


Análise tática: Destaque por ser uma seleção criativa e ofensiva, porém equilibrada na marcação, o time comandado por José Pekerman surpreendeu em 2014 provando que a atual geração realmente é uma das melhores. Nessa Copa, deve jogar no 4-2-3-1, com James centralizado como armador e Cuadrado e Uribe pelas pontas, dando flexibilidade ao time; Falcão Garcia será o homem de referência lá na frente, sendo o responsável pelas ações ofensivas da equipe.


JAPÃO

Estilo de jogo: defensivo

Jogador-estrela: Yuto Nagatomo, 31 anos (Galatasaray-TUR) – 103 jogos pela seleção

Treinador: Akira Nishino

Imperador: Shinzō Abe desde 2012 (Partido Liberal Democrata)

Regime Político: democrático


Panorama geral: A última vez em que o Japão avançou às oitavas de final da Copa do Mundo foi em 2010 – na ocasião foi eliminado pelo Paraguai nos pênaltis. Em 2014, caiu ainda na fase inicial e agora precisa mostrar bom futebol para passar num grupo tão complicado, com Colômbia e Polônia em ascensão.


Análise tática: O Japão possui um DNA defensivo, que preza pela marcação e organização tática. No último amistoso, a seleção usou o esquema 4-2-3-1, porém o time estava atuando no 5-4-1 anteriormente.

Mesmo em crise, a equipe é bem organizada e pode usufruir disso para tentar surpreender na fase de grupos.


SENEGAL

Estilo de jogo: defensivo

Jogador-estrela: Sadio Mané, 26 anos (Liverpool-ING) – 47 jogos pela seleção

Treinador: Aliou Cissé

Presidente: Macky Salldesde desde 2012 (Partido Alliance for the Republic)

Regime Político: republicano


Panorama geral: Nas eliminatórias africanas, a seleção senegalesa passou por Madagascar, pela segunda fase do torneio, para ir à Copa na Rússia. Há 16 anos a equipe não sabia o que é se classificar para um Mundial de seleções, tendo sua última participação em 2002 – que aliás, foi a única.

Na ocasião, os senegaleses foram avassaladores e chegaram às quartas de final, superando a Suécia nas oitavas, mas sendo eliminada pela Turquia nessa próxima fase. Vale lembrar que o grupo em que Senegal participou tinha as campeãs do Mundo França e Uruguai, e ambas não venceram os africanos e foram eliminadas juntas na primeira fase.


Análise tática: No esquema 5-3-2 atual, Senegal está preparada para a Copa. Confiando no forte jogo físico e com o apoio do atacante Mané, o mais badalado do time, a seleção do continente africano tentará mais uma classificação na competição, mesmo sendo novamente considerada a grande zebra do grupo. Uma marcação avançada e que pressiona o adversário a todo tempo pela recuperação da bola deve ser a grande arma dos comandados do técnico Aliou Cissé na disputa pela vaga no mata-mata.