• Bruno Cassiano

TITE, O SENHOR DA AMÉRICA


FOTO: Lucas Figueiredo/CBF
FOTO: Lucas Figueiredo/CBF

Aconteceu o esperado. Assim como em todas as outras realizações de Copa América aqui no Brasil, o troféu ficou em casa. Foi o nono título da Seleção Brasileira, a terceira que mais conquistou este campeonato.


Para muitos que trabalharam por este acontecimento o título vale muito mais que um troféu ou a medalha. Como é o caso de Gabriel Jesus, que cresceu e foi fundamental na fase final. Marcou gols, deu passes e participou, algo que não fazia desde as eliminatórias.


Dentre todos os questionados, apmbovados e reprovados, estava aquele que talvez seja o mais visado de todos. Aquele que foi o mais pedido após a Copa de 2014 e que se tornou o mais pressionado após a Copa de 2018. Dentre todos eles está o técnico Tite. Dificilmente seria diferente, uma vez que ele é quem convoca, escala e organiza o time em campo.


Para o treinador o primeiro título à frente da Seleção Brasileira significa, além do primeiro fruto colhido de seu trabalho, se tornar o único treinador a ganhar todos os títulos do continente sul-americano que poderia conquistar, único a vencer a Libertadores e a Copa América de forma invicta. Isso não é para qualquer um e nem acontece por sorte/acaso.


Em 2012, com o Corinthians, o início na Libertadores da América também foi vacilante, com um empate conseguido no último lance do jogo. Tite conseguiu tanto naquele ano como neste, fazer com que sua equipe evoluísse até se tornarem competitivas o suficiente para brigar pelo título e ele veio em ambas as oportunidades.


O título desse ano lhe valeu como um fôlego, crítica após crítica sobre seu trabalho e as atuações da Seleção quase atrapalharam sua continuidade, mas não foi desta vez. Ele não é unanimidade, e nem deve ser, mas seu trabalho até aqui tem números muito bons para só conseguirmos enxergar pontos negativos. Há muito para arrumar até a Copa de 2022, mas não estamos em um cenário caótico ou em algum marco zero como a opinião desesperadora de alguns faz parecer.


Há muito pela frente. Não dá para prever e palpitar seria leviano, só o tempo e o trabalho dirão onde o Adenor pode chegar. Fato é que com esse título da Copa América ele entra para história, sendo o primeiro a ter seu nome escrito nesse capítulo. Tite é no momento o senhor da América do Sul, pois pôde experimentar ao menos uma vez cada um dos títulos que disputou aqui no continente.