• Evelyn Cristina

Triple J: O menino dos olhos de Memphis



Foto: Getty Images

Senhoras e senhores, hora de falarmos do Triple J. Jaren Walter Jackson Jr, nascido em 15 de setembro de 1999, em Nova Jersey, é um ala-pivô/pivô que, hoje, joga profissionalmente pela franquia de Memphis Grizzlies, tendo sido escolhido na 4ª pick de primeira rodada do draft de 2018.


Já no ensino médio, JJJ mostrou que sabia como vencer. Foi campeão junto a Park Tudor, escola em que estudava duas vezes em campeonatos estaduais, tendo uma média de 10 pontos, 6 rebotes e 3 bloqueios por jogo. Após se formar no colegial, decidiu que cursaria a universidade de Michigan State, onde teve sua estreia em 10 de novembro de 2017, anotando um duplo-duplo de 13 pontos e 13 rebotes para sua equipe em uma sonora vitória de 98-66 sobre a universidade de Ospreys.


Após vários jogos e inúmeras boas atuações do garoto, seu melhor jogo veio diante de Minnesota Golden Gophers com 27 pontos chutando 10-14, 6 rebotes, 6 assistências e 3 bloqueios, além de não cometer nenhuma falta. Graças a essa atuação, recebeu elogios do técnico adversário ao dizer que Jackson pressiona muito a defesa, tem uma leitura de jogo muito boa e, se o jogador por um acaso decidir ir para seu lado esquerdo... Já era. Disse ainda que o garoto é um “pesadelo no matchup para qualquer ala-pivô regular no campeonato". Pouca moral o menino?


No final da temporada regular de Michigan State, JJJ foi nomeado como o Jogador Defensivo do Ano da Conferência Big Ten (conferência esportiva colegial e universitária mais antiga da Divisão), Calouro do Ano, parte integrante do melhor quinteto de calouros da Big Ten e também parte do melhor terceiro time da Big Ten. Além disso, também foi escolhido para fazer parte do McDonald’s All-American Game e do Jordan Brand Classic (jogo de basquete All-Star do ensino médio jogado anualmente).


Jackson, em meio a tantas honras pessoais, ainda foi considerado um dos melhores da sua turma de 2017, tendo sido classificado pelo site scout.com como o 5º melhor jogador nacionalmente, sendo 1º lugar na sua respectiva posição e 2º lugar geral na região centro-oeste. A ESPN o classificou em 8º, sendo 2º de sua posição e 2º regionalmente em seu Top 100.


O novato também tem uma medalha de ouro em seu currículo, que conquistou ao vencer o campeonato mundial sub-17 da FIBA em 2016, obtendo no torneio uma média de 4.3 pontos, 5.2 rebotes, 1.2 bloqueios e 53% de Field goal.


JJJ sempre foi classificado como “tendo potencial” o que quer dizer que ele poderia fazer tudo de bom, mas nada de ótimo, mas ao vê-lo jogar, você percebe que esse título colocado no garoto cai por terra. Ele pode defender tanto o aro quanto sair para defender no perímetro e ainda tem a consciência de onde deve estar e ficar no chão quando está sem a bola.


Mike Conley Jr, seu companheiro de time, disse ao Yahoo Sports recentemente: “Ele sabia que seria muito bom se pudesse ser realmente bom. E ele tem sido incrível. Ele tem sido tudo que precisávamos.”


O jogo contra o Brooklyn Nets no dia 30 de novembro de 2018, sem dúvidas foi o mais memorável para o novato na sua carreira até o momento. Jackson conseguiu a incrível marca – e seu career-high – de 36 pontos, tendo sido parte desses uma cesta de três, sofrendo falta, completando assim sua jogada de 4 pontos, tendo depois sido determinante em um rebote para que Mike Conley liquidasse a fatura e a equipe de Memphis conseguisse mais uma vitória na liga. Obteve, ainda, 8 rebotes e 2 assistências no jogo. “Nenhum palco é grande demais para esse garoto” disse seu treinador.


Atualmente, a média de Jackson é 13.4 pontos, 4.6 rebotes, 1.2 assistências, 1.5 bloqueios e 0.9 roubos de bola, além de 52.4% de field goal, sendo top 5 na maioria das categorias dos rookies.


JJJ é um talento especial que está cada vez mais se sentindo a vontade na liga, mostrando que pode e irá ser grande. Como todo novato, tem seus defeitos a serem corrigidos e suas inconstâncias, como ofensivamente, por exemplo, acaba muitas vezes passando despercebido ou contribuindo pouco no ataque devido essa sua “deficiência”. Em compensação tem ótimos atributos físicos, é rápido e ágil, podendo usar sua altura e envergadura a seu favor na hora da marcação, deixando-o hábil para competir com qualquer jogador de igual para igual. Tem um ótimo controle de bola e é ótimo em espaçar a quadra na linha de três pontos.


Foto: Justin Ford/USA Today Sports

Os torcedores de Memphis já caíram nas graças do novato e é apenas questão de tempo para que todos os amantes da liga se apaixonem por ele também. O garoto não é comum, muito pelo contrário, seu ótimo basquetebol já deixou isso bem claro em apenas metade da sua primeira temporada na NBA. Não sei vocês, mas eu já estou preparada para aplaudi-lo sempre que possível.