• Guilherme Morais

Um Palmeiras de Roger Machado e Bruno Henrique

Foto: Reprodução/ Instagram oficial @brunohenrique.25


Começa 2018. Técnico novo, algumas peças novas, mas o que a torcida mais pedia era uma postura diferente da temporada anterior dentro de campo, uma equipe que tivesse padrão e organização nas quatro linhas. Roger Machado foi o escolhido para transformar isso dentro do Palmeiras, assim como já havia feito com o Grêmio.


O começo de temporada mostrava que a equipe estava mudada, era diferente do que foi com o Eduardo Baptista, Cuca e Alberto Valentim. Os atletas mostraram que estavam entendendo o que o novo comandante pedira, mas uma peça estava faltando neste “quebra-cabeça”. Alguns jogos se passaram e um dos atletas não estava rendendo o esperado: Tchê Tchê. Aliás, desde o fim de 2016 ele não conseguia jogar em alto nível com a camisa palmeirense. O auge para que a paciência de Roger acabasse foi contra o rival Corinthians.


A partida foi totalmente controlada pelos alvinegros e o camisa 8 não aparecia para o jogo, não dava movimentação, infiltração, mobilidade e nem funcionava como uma válvula de escape para os alviverdes. A derrota mexeu com a equipe, com a torcida, com o treinador. A partir daquele momento uma mudança era necessária para fazer o esquema de Roger encaixar no Palmeiras. Sai Tchê Tchê; entra Bruno Henrique.


Na sua primeira partida como titular após a mudança, contra o Junior Barranquilla, na Colômbia, pela Libertadores, Bruno fez dois gols. Deu opção para a equipe, ajudou defensivamente e ofensivamente, se mostrou voluntarioso para o esquema e se tornou peça fundamental. O Palmeiras saiu do 4-1-4-1 e voltou às origens do 4-2-3-1, com mais posse de bola, frieza e paciência para a criação de jogadas. Além disso, um ponto muito importante foi a finalização de fora da área. Bruno Henrique chuta bem e tem dado trabalho para os goleiros.


O Palmeiras de Roger tem se mostrado confiante dentro de campo. Uma equipe forte, consistente, com facilidade de adaptação aos sistemas táticos do professor. Como dito em seu hino: “quando surge o alviverde imponente”. E, aparentemente, ele surgiu. O 2017 pífio foi apagado, com a esperança de ter um 2018 “ostentando sua fibra” para uma torcida que sempre canta e vibra.

© 2018 WEB RÁDIO DE PRIMA. DESENVOLVIDO POR MVPMOVE

  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • White Twitter Icon
  • White YouTube Icon
  • Branca Ícone SoundCloud